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10-11-2009 8:40

Mauritânia
Diáspora pede devolução de corpos de militares mauritanos exectuados

Nouakchott - Uma organização da diáspora mauritana designada "Forças de Libertação Africana da Mauritânia (FLAM)" exigiu, recentemente, a restituição às suas respectivas famílias dos restos mortais de 28 militares vítimas das execuções extrajudiciais de 27 de Novembro de 1990, noticiou hoje (terça-feira) a Pana,  em Nouakchott.

 

Numa petição as FLAM pedem igualmente a construção dum memorial em homenagem a estes soldados "vítimas do chauvinismo e do racismo", interpelando a União Africana (UA) e o Comité dos Direitos Humanos das Nações Unidas para o julgamento dos presumíveis autores "destes crimes indescritíveis".

 

Os herdeiros de várias centenas de militares negros vítimas de execuções extrajudiciais entre Setembro de 1990 e Fevereiro de 1991 sob o regime de Maaouya Ould Sid'Ahmed Taya foram indemnizados pelo novo poder do Presidente Mohamed Ould Abdel Aziz, que pediu desculpas em nome do Estado.

 

A vertente penal deste caso continua no entanto rodeada dum espesso mistério.






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