Louxor (Egipto) - O Egipto e a Alemanha vão discutir a 08 de Dezembro de 2009, no Cairo, o seu diferendo sobre o busto de Nefertiti, uma obra de arte faraónica, detida por Berrlim, da qual Cairo exige a restituição, anunciou hoje, quarta-feira, o chefe das antiguidades egípcias, Zahi Hawass.
"A directora do departamento das antiguidades egípcias do museu de Berlim vai vir ao (Egipto) a 08 de Dezembro deste ano, para discutir o direito dos egípcios em recuperar a estátua de Nefertiti", afirmou Hawass à imprensa em Louxor (centro), onde ele efectuou uma digressão.
"Ela trará as provas que indicam a sua pretensão de que a estátua tinha saído de maneira legal", acrescentou.
"Do nosso lado, vamos esclarecer o caso, exibindo documentos que atestam a saída da estátua de forma ilegal, e no que concerne aos relatórios provando posse da estátua pelas missões que a repartição das antiguidades efectuou entre Egipto e a Alemanha, nada ilucida nem de perto nem de longe a pertença da estátua à parte alemã", afirmou.
"Isso prova que a estátua saiu de maneira ilegal", defendeu o responsável egípcio.
O Egipto solicitou pela primeira vez a restituiçãoda estátua, um velho busto de cerca de 3400 anos, em 1930, o que os sucessivos governos alemãs sempre recusaram.
Hawass afirmou a obra de arte foi descoberta em 1912 pelo arqueólogo alemão Ludwig Borchardt, tendo o coberto de massa consistente para que passasse, sem ser descoberta e a envia de barco para a Alemanha.
Berlim defende o contrário, alegando a sua aquisição legal em 1913, e face aos pedidos de regresso da estátua ao Egipto, os alemãs alegam a impossibilidade de deslocações do busto de Nefertiti, por ser um objecto frágil..
Hawass ameaça de não deixar partir antiguidade à Alemanha, caso não haja mudança do seu estatuto a breve trecho.
O busto está exposto desde 17 de Outubro de 2009 no Neues Museum de Berlin, no célebre "Ihas do museu" da capital alemã, onde apreceu pela primeira vez ao público em 1924, antes de ser transferido ao Museu egípcio de Berlim-Ocidental.