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04-08-2012 12:15

Projecto
Exploração comercial da energia do Gove terá início este mês

Luanda - O processo de exploração comercial da barragem do Gove terá início este mês, após uma fase experimental, deu a conhecer em entrevista à Angop o responsável do GABHIC, Armindo Silva.    
 
A barragem fornecerá energia as cidades do Huambo, capital da província com o mesmo nome, e Kuito (Bié) para beneficiar, quer ao nível doméstico como industrial, uma população que anda a volta do quatro milhões e meio de habitantes.                                         
 
Explicou que ela possui três máquinas de 20 megawats cada uma, que podem funcionar isoladamente ou em conjunto.   
 
Elas, disse, irão fornecer sete megawatts para o Kuito e 12 a 13 para o Huambo.   
 
Com isso, argumentou, as redes de futuras industriais que estão hoje reprimidas nas suas funções e que não são competitivas, uma vez que trabalham com geradores, poderão ganhar um maior impulso.   
 
"Conseguimos hoje dar a volta por cima, tudo isso é passado e ficaram as experiências que não vêem nos livros, o que leva de facto a engenharia angolana a ser, neste domínio, pioneira", referiu.   
 
"Nos distintos congressos de barragens em que se tem apresentado o Gove temos sido aplaudido pelas soluções e caminhos seguidos aqui", referiu.   
 
Pode ser assumida como qualquer uma barragem desta dimensão, que é considerada grande barragem pelo comité internacional, tendo os padrões inclusiva de segurança hidráulica, porque nós não fizemos só reparação, mas também alteramos também o tempo de retorno das cheias de mil para dez mil anos.   
 
"Começamos com muitos analfabetos e cerca de mil hoje estão no terceiro e quarto ano do ensino especial, ao nível da comuna do Gove", disse.   
 
Trabalharam nesta obra um total de mil e oitocentos trabalhadores, seis porcento dos quais expatriados, o que honra muito. 
 
"Podemos melhorar cerca de 15 milhões de cabeça de gado, fazendo forragens em 150 mil hectares", disse.
 
 
 
Acrescentou que existe um plano geral aprovado pelo Executivo desde 2004 que permite produzir 250 mil hectares de citrinos, açúcar, cereais e todo o tipo de frutícolas.
 
 
 
"Uma bacia hidrográfica é uma gestão integrada e ela deve ser pensada como um todo e nos diferentes programas, uma vez que o recurso água é transversal, participam desde as questões de saúde pública, escolares, turismo, os ecossistemas aqui têm um caudal ecológico de 14 porcento, não podem baixar deste nível.   
 
Argumentou que ela está enquadrada na Bacia do Cunene, que de modo integrado, abrange cerca de 10 milhões de habitantes.      
 
O Gabhic conviverá na base de um memorando de entendimento que esta praticamente resolvido com a ENE. 





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