Quipungo - O pastor da Igreja Adventista do 7º dia do município de Quipungo, província da Huíla, Segunda Júnior, apelou hoje à população a proteger as obras em curso no Caminho-de-ferro de Moçâmedes (CFM).
Reagindo à Angop aos decorrentes actos de vandalismo na linha que cruza o município em direcção à Matala e Kuando Kubango, disse que a retoma na circulação do comboio do CFM, prevista para Agosto, vai contribuir para o desenvolvimento do município de Quipungo e da região leste da província da Huíla, daí que o processo de reabilitação em curso deve ser conservado e não destruído.
“A circulação de pessoas e bens vai melhorar com o recomeço da circulação do comboio do Namibe, Huíla e Kuando Kubango, para tal, a população não pode retirar os parafusos, nem a brita ou carris, pois colocará em risco a vida dos utentes” - sustentou o religioso.
“O produto do campo como massango, massambala, gado, milho e madeira será bem vendido nas cidades e por sua vez os produtos da cidade, como o açúcar, óleo, sabão e lubrificantes chegarão a tempo ao nosso município e em quantidades suficientes, contribuindo para o bem-estar das populações” - continuou.
O religioso disse que a população deve conservar a linha-férrea, porque esta servirá a todo povo.
Lembrou aos que degradam a linha-férrea que serão responsabilizados judicialmente, além de ser divinamente errado danificar um bem público.
Quipungo dista 120 quilómetros a leste do Lubango, sede provincial, e possui uma população estimada em 221 502 habitantes e vem observando, nos últimos dias, a furtos de sobressalentes como parafusos, carris, travessas e britas que sustentam a linha-férrea do CFM, um acto condenável a todos os tipos, tendo sido retirados cerca de 76 parafusos.