Luanda- A cooperativa imobiliária Pérola Verde, que projecta a construção de 500 mil casas sociais em todo país até 2017, conta para o efeito empregar militares com baixo rendimento ou desmobilizados com especializações ligadas ao ramo da construção
civil.
Esta informação foi avançada à Angop pelo arquitecto responsável da cooperativa, José Mendes, durante o acto de lançamento do projecto na província da Huíla, realizado sexta-feira, referindo que um segundo objectivo da iniciativa é diminuir o índice de desemprego no país.
Segundo ele, existe no país inúmeros ex-militares com formação no ramo da electricidade, canalização, pintura, alvenaria e carpintaria e que se encontram desempregados. Nós pretendemos recrutar esta mão-de-obra e ajudá-los a melhorar as suas rendas familiares.
José Mendes acrescentou que, além de militares e ex-militares, o projecto perspectiva empregar jovens locais por onde as obras estiverem a decorrer, numa média de 150 pessoas por província.
A cooperativa Pérola Verde foi concebida em 2011 pelas Forças Armadas Angolanas para minimizar a carência habitacional entre os seus efectivo e conta com pelo menos 300 moradias construídas nas províncias do Huambo, Malanje, Kwanza Norte, Kwanza Sul, Kuando Kubango.
Os imóveis estão complementadas com redes eléctricas, água potável, esgotos, escolas, hospitais, lojas e áreas de lazer.
Os imóveis serão de tipologia T3, com 100 metros quadrados, com preços na ordem de 60 mil dólares norte-americanos. Os T4, com 175 metros quadrados, custarão em USD 150 mil e as de T5 250 mil, sendo de baixa, média e alta renda, respectivamente.
Os interessados em aderir ao projecto, que podem não ser militares, devem aderir ao projecto através de uma inscrição para serem associados da cooperativa e cumprir com o regulamento interno.