Luanda – Munícipes de Luanda consideraram segunda-feira razoável os preços praticados na comercialização de tectos-falsos pré-fabricados em gesso, alegando ser justo uma vez que a exploração/produção interna não se faz sentir.
Uma reportagem sobre a aplicação do gesso na reconstrução nacional permitiu apurar que em determinadas lojas o preço das peças de tecto-falso pré-fabricados em gesso varia em função do tamanho e características.
A maioria dos citadinos interpelados pela Angop convergiu na ideia de que os preços vão de encontro com o binómio procura/oferta, onde o primeiro sobrepõe-se substancialmente ao segundo devido à escassez do produto no país.
Assim sendo, uma peça de 2.16 metros quadrados do tipo fissurado oscila entre dois mil e 253 kwanzas e 2.059 kz, enquanto as do modelo Pladur (cartonado) de dois metros e trinta centímetros quadrado está a ser comercializado ao preço de dois mil kwanzas.
Pedro de Almeida admitiu estarem tais preços ao alcance das suas possibilidades, razão pela qual está a finalizar a sua obra sem qualquer sobressalto. Acrescentou que apesar da escassez do gesso em Angola tem tido facilidade em adquirir caixas de tecto falso.
Hélder Pacavira referiu, por sua vez, que apesar de os preços serem razoáveis tem encontrado dificuldades para conseguir esse material por falta de estabelecimentos que o comercializam na zona do Zango.
Para o cidadão Paulo Bastos, quando se trata de construção, o preço do material não pode ser muito levado em conta, embora quanto mais baixo melhor. “O gesso é um material que permite dar acabamentos ao gosto do proprietário do imóvel” – salientou.
De acordo com a projectista Matilde Ferraz, do ponto de vista arquitectónico, o gesso afigura-se como o melhor material para a garantia da estética interior de residências, seja para tecto falso, alisamento das paredes ou emolduramento, dada a sua plasticidade.
Morais Costa, estudante de arquitectura da Universidade Privada de Angola, disse prever o aumento da procura do gesso no mercado devido aos distintos programas do Governo inerentes a construção de infra-estruturas na vertical, sobretudo o de auto-construção dirigida.
Segundo alertou o estudante, urge a necessidade de construção de mais fábricas de gesso no país e apostar-se mais na prospecção e exploração como forma de aproveitar-se melhor os recursos existentes no solo angolano e reduzir-se a importação da matéria-prima.
“Do pouco que sei apenas temos uma fábrica de gesso no Kwanza Sul, que não consegue cobrir todo o país” – recordou, concluindo que mais investimentos do Governo no sector, mais facilidade teria a população de dar acabamentos às suas casas.