Joanesburgo (Dos enviados especiais) – A FIFA e o Comité Organizador do Mundial realizaram hoje (segunda-feira) uma conferência de imprensa, no Centro de Convenções do Sandton, em Joanesburgo, para o balanço da competição, numa ocasião aproveitada por Joseph Blatter para homenagear o empenho do ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela, símbolo da luta contra o Apartheid.
Depois da exibição num ecrã de imagens marcantes do Mundial2010, ganho pela Espanha no domingo, no Estádio Soccer City, ao ritmo de música africana, Nicolas Maingot, porta-voz da FIFA, apresentou o presidente da instituição, Joseph Blatter, que iniciou a sua intervenção com elogios ao país organizador e ao povo africano.
O responsável da FIFA sublinhou que esta competição teve um impulso especial, vinculado à história da liberdade e de um homem: “este homem ainda está vivo, aos 92 anos, e é um homem que sofreu demais. Mas, apesar disso, quando saiu da prisão, falou de paz e compreensão”.
Sob suspense, Blatter declarou: “Encontrei-o pela primeira vez em 1992 e tinha um sonho: trazer a Copa do Mundo para este país. O sonho tornou-se realidade em Maio de 2004, quando a África do Sul recebeu a Copa do Mundo da FIFA 2010. Ele trouxe a Copa do Mundo à África do Sul. Queria assistir ao torneio, e domingo à noite pôde fazê-lo. Por isso, preciso homenagear o maior humanista vivo: Nelson Madiba Mandela”.
Em relação à organização, apontou que sempre acreditou no sucesso de África, pelo que era uma questão de confiança e oportunidade. “Depois da Taça das Confederações, dei à África do Sul nota 7,5. Mas agora, depois do sucesso do sorteio e deste torneio, eu daria um 9, o que numa universidade renderia as mais altas honras”, reforçou.
Nelson Mandela, que falhou a cerimónia de abertura devido à morte de uma bisneta, compareceu domingo no Estádio Soccer City, para saudar os espectadores, que se emocionaram com a chegada do ex-líder sul-africano e Prémio Nobel da Paz, mas por causa do estado frágil de sua saúde retirou-se do palco da final entre Espanha e Holanda, tendo acompanhado o jogo em casa com a família.