Joanesburgo (Dos enviados especiais) – Três anos depois de ganhar a organização do Mundial de 2014, o Brasil começa a sentir a pressão da FIFA. Nesta segunda-feira, em Joanesburgo, a entidade gestora do futebol mundial alertou que falta muito ainda ao país sul-americano, mas deixou um recado para acelerar as obras das infra-estruturas.
Segundo o secretário-geral da FIFA, Jerome Valcke, há coisas que ainda estão no papel, o que aumenta a pressão. "Temos alguns problemas sim. Precisamos construir estádios, estradas, o sistema de telecomunicações, aeroportos e ver se há mesmo a capacidade suficiente em hotéis", admitiu.
O recado da entidade é de que nada está em dia. Não há nem uma definição sobre onde ocorrerão os jogos de abertura e meias-finais, como será a infra-estrutura, quais aeroportos serão usados e nem sobre garantias financeiras.
Na sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou quem duvidasse do Brasil. Para o estadista, era "descabido" questionar se o Brasil estaria pronto para o Mundial, garantindo que investimentos seriam feitos e que não faltaria aeroportos.
"Se o Brasil não tiver condições, garanto que volto da África a nado", disse, na cerimónia de apresentação oficial do Mundial2014, em Joanesburgo.
Valcke, que tomará decisões sobre estádios e o formato da competição no Brasil, admitiu que o trabalho não será pequeno. "Vamos trabalhar em todos esses assuntos".