Joanesburgo (Dos enviados especiais) – Tudo começa a voltar à “normalidade”, depois da disputa da final do Mundial2010, ganha pela Espanha (1-0) no domingo, mercê do triunfo sobre a Holanda, após prolongamento. O dia seguinte foi diferente aos anteriores, pois a segunda-feira foi reservada por muitos turistas às últimas compras e viagem de regresso aos seus países.
Nas primeiras horas de segunda-feira, o corre-corre foi notório. Só que desta vez não era em direcção aos estádios, muito menos às lojas oficiais de venda de ingressos para os jogos da principal prova da FIFA, disputada de 11 de Junho a 11 deste mês. Nas mãos e costas mochilas e lembranças do evento, como vuvuzelas, chapéus, canetas e camisolas.
Os destinos eram comuns entre os turistas: aeroportos e lojas. Grandes enchentes nos pontos de saída e partida de Joanesburgo. Para trás fica mais uma história de festa, carregada de alegria e cordialidade, aos que apostaram em campanhas vitoriosas de suas selecções, e também desilusões aqueles que viram frustradas as suas ambições.
Uma coisa há em comum entre quem fica no país e quem vai para o seu “habitat”: a memória de ter vivenciado a primeira edição de um Mundial no continente berço da Humanidade (África), o legado da competição que gerou novo campeão. Proporcionou emprego a milhares de pessoas e deixou um parque infra-estrutural de qualidade universal.
Outro elemento visível no “day-after” da competição é a desmontagem dos palcos criados para a festa. Desde o pontapé de saída da prova a 11 de Junho, muitos centros comerciais construíram espaços atractivos para gente de toda a idade. Era notório ver diversões entre crianças, jovens e velhos. Tudo para chamar a atenção do transeunte e principalmente ao visitante.
Campos de futebol, com relva sintética para peladinhas a qualquer momento do dia, zonas de entretenimento multimédia (jogos, videogames, música ao vivo), oferta de brindes sugestivos e viagens em comboios recreativos faziam a fantasia de quem escolheu algumas semanas e meses de sua vida na África do Sul.
Nesta segunda-feira, o semblante dos homens contratados para “desfazer” o cenário criativo da copa nos centros comerciais e praças mais frequentadas estava carregado de cepticismo, para um futuro quase incerto mas na esperança de ter cumprido a sua parte, para o reconhecido sucesso da organização do torneio.
O que será da África do Sul depois do Mundial2010 é a principal questão que se coloca entre os habitantes da maior economia africana, porém a certeza de que a prova deu outro impulso no relacionamento entre os povos é evidente e consensual. De resto, a vida continua e a pressão foi transferida para Brasil2014, sede da próxima paragem futebolística da FIFA.