Joanesburgo (Dos enviados especiais) – A África do Sul elevou muito alto a fasquia organizativa dos campeonatos do mundo, e os futuros organizadores da Copa estão “obrigados” a fazer igual ou melhor sob risco de fracasso, afirmou hoje à Angop o pivot do principal serviço noticioso da Televisão Pública de Angola (TPA), Ernesto Bartolomeu.
Falando em Joanesburgo por ocasião do balanço da competição terminada domingo, com a consagração da Espanha, referiu que a boa organização é motivo de orgulho para toda África, e também uma resposta aos cépticos que não acreditavam que fosse possível.
Ernesto Bartolomeu acrescentou que no seu exercício laboral no palco da competição, realizada pela primeira vez no continente africano, as individualidades que abordou foram unânimes quanto à positividade organizativa dos compatriotas do líder histórico Nelson Mandela.
“A África do Sul foi eliminada na primeira fase, mas há aqui um ganho que é preciso registar. Mostrou ao mundo que o continente tem homens intelectuais capazes e, sobretudo, a humildade e o calor que muitos continentes não possuem”, frisou.
Sobre a participação africana indicou que o Ghana, com uma das selecções mais jovem da Copa2010, deixou um sério aviso ao mundo aos classificar-se para os quartos–de-final.
O jornalista lembrou a forma como o representante africano foi eliminado diante do Uruguai, aos penalties, quando dominou o jogo e falhou uma grande penalidade no último minuto do prolongamento a castigar um adversário que jogou a bola com a mão com o guarda-redes batido.
Disse que na próxima edição, em 2014 no Brasil, o Ghana possui todas as condições técnico–desportivas para causar maior surpresa, não descartando uma possível subida ao pódio.
A criminalidade foi para Ernesto Bartolomeu um dos pontos mais citados como sendo um factor de impedimento para uma boa organização, mas assinalou que até nisso a África do Sul mostrou o contrário.
Disse que os problemas de criminalidade não são exclusivos de um único continente. Não ao mesmo nível, mas existem em todo o mundo.
Bartolomeu sublinhou que mesmo tendo havido pequenos problemas, as autoridades locais e a população em geral mobilizaram-se para que nada manchasse a Copa do Mundo de 2010.