Joanesburgo (Dos enviados especiais) - O troféu da Copa do Mundo tornou-se num objecto de “cobiça” não apenas por jogadores que encontram na sua conquista o epílogo de uma carreira, mas também por cidadãos anónimos atraídos pela sua beleza ou pelos 18 quilates de ouro de que é constituído.
Domingo o troféu escapou ao terceiro roubo, por um adepto que pouco antes do início da partida que consagrou a Espanha campeã do mundo invadiu a quadra de jogo do estádio Soccer City e quase levou a taça mais cobiçada no universo futebolístico.
A centímetros de toca-la, o invasor foi impedido por um agente de segurança, que lhe deu um soco e o imobilizou. O ocorrido não foi mostrado nos ecrãs do estádio porque na altura as câmaras estavam viradas para a entrada dos balneários onde estavam as duas selecções finalistas.
Assim, o troféu atribuído ao primeiro classificado da copa do mundo FIFA foi alvo do terceiro incidente depois de ter sido roubado na Inglaterra, mas descoberto sete dias depois, curiosamente, por um cão, e do desaparecimento em 1983, no Rio de Janeiro.
Desta vez, ao que pareceu, a taça não correu grandes riscos. O eventual ladrão terá sido movido apenas pela alegria e emoção sentida durante um mês de intenso futebol no mundial inédito da África do Sul.
A Taça FIFA mede 36,5 cm e é composta por ouro maciço de 18 quilates com uma base 13 cm de diâmetro. Pesa 6,17 kg e tem duas figuras humanas segurando o planeta terra.
O troféu tem gravado na sua base a inscrição Copa do Mundo FIFA e o nome de cada país que ganhou a maior competição do desporto “rei”, inclusive a Espanha, mais nova campeã. O vencedor do mundial fica com o mesmo durante quatro anos, recebendo depois uma réplica, devendo o original retornar à galeria da FIFA, em Zurique (Suíça), onde é conservada em alta segurança.