Luanda – A grande favorita Côte d’Ivoire, levada pela constelação das suas estrelas (Drogba, Touré, Kalou, Eboué e Zokora), passou de respeitada e temida à vulgaridade no CAN Orange-Angola, tendo sido incapaz de repetir, pelo menos, as meias-finais de 2008 no Ghana, ao cair nos quartos diante da Argélia (2-3), em Cabinda.
Nem a principal referência do ataque do Chelsea da Inglaterra e capitão dos Elefantes, Didier Drogba, valeu para impor o poderio do seu futebol. Qualificaram-se para a segunda fase do Grupo B, graças ao triunfo sobre o vice-campeão Ghana (3-1), depois de empate a zero na estreia frente ao Burkina Faso.
Inserida na série mais restrita da prova devido ao abandono do Togo, a selecção ivoiriense, considerada antes da competição a melhor equipa africana da actualidade, não conseguiu justificar esse estatuto em campo, tendo frustrado as previsões daqueles que a colocavam no topo. Foi uma das decepções desta edição, mas a África acredita que no Mundial poderá fazer melhor e honrar os anfitriões da festa desportiva do ano.
Os avançados Drogba, Salomon Kalou (Chelsea da Inglaterra), Aruna Dindane (Portsmouth da Inglaterra), Bakari Koné (Marselha de França), os médios Didier Zokora (Sevilha de Espanha) e Yaya Touré (Barcelona de Espanha), e os defesas Kolo Touré (Manchester City/Inglaterra) e Emmanuel Eboué (Arsenal/Inglaterra) têm valor e podem “explodir” na África do Sul em Junho deste ano.
Na história dos CAN’s, a Côte d’Ivoire conquistou uma taça, em 1992, no Senegal, após bater o Ghana, por 11-10, aos penaltes, com 0-0, no tempo regulamentar. Perdeu uma final para o Egipto em 2006 também aos penaltes (2-4, 0-0 no tempo regulamentar).