Luanda - A República de Angola iniciou a 5 de Setembro último, data da realização das segundas eleições legislativas, um novo ciclo político, com a aposta na continuidade, que ficará marcado nos anais da história de Angola.
Os angolanos de forma cívica exerceram o seu direito de voto e decidiram atribuir uma vitória folgada ao MPLA que terá a grande responsabilidade de dirigir os destinos do país até 2012.
Num universo de 14 concorrentes, com ideias e programas governativos diversos, a formação dos "camaradas" convenceu o eleitorado de quem conseguiu "arrancar" mais de dois terços (81,64 %) dos votos e a consequente maioria qualificada na Assembleia Nacional.
Liderado pelo seu presidente, José Eduardo dos Santos, o MPLA assegurou 191 deputados, contra 16 do principal oponente, UNITA, oito do PRS, três da FNLA e dois da Nova Democracia (ND), com os quais vai trabalhar, no próximo mandato de quatro anos, para fiscalizar as acções do novo Governo.
O resultado do sufrágio espelha a vontade de um povo cansado de guerra, que apostou na continuidade política, na experiência de governação para manter a estabilidade macroeconómica de um país em crescimento.
A concretização do pleito eleitoral demonstrou sem dúvida a maturidade dos angolanos que souberam honrar o apelo do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, segundo o qual "a campanha e o acto eleitoral se desenrolem com um alto padrão de civismo".
"Angola pode dar um exemplo ao nosso continente e ao mundo em geral, sobre a forma de realizar eleições democráticas, livres e transparentes", afirmou na altura o Chefe de Estado.
Num ambiente livre de coação e intimidação, os eleitores usaram de forma consciente o seu direito de voto para eleger os seus futuros representantes.
Esta postura foi testemunhada pelos observadores nacionais e internacionais que reconheceram ter havido transparência no acto de eleição.
É, pois, um facto inquestionável que apesar do MPLA ter ganho as eleições legislativas, venceram todos os angolanos que apostaram na consolidação da democracia, na manutenção da paz e na estabilidade política.
As formações que não venceram devem trabalhar afincadamente na organização interna, a fim de estarem preparadas para participarem no próximo pleito eleitoral.
Com a realização das segundas eleições legislativas, Angola marcou um passo significativo rumo à estabilidade político-democrática, num período de paz efectiva em que continua a relançar-se internacionalmente.
A julgar pelo entusiasmo popular e patriotismo demonstrado a 5 de Setembro, pode-se facilmente depreender que o povo está preparado para voltar a exercer o seu direito de voto nas eleições presidenciais de 2009.
Por Elias Tumba