Luanda - Os angolanos caminham a passos largos para o pleito eleitoral de 5 de Setembro, munidos de importantes instrumentos que alargam, sem dúvida, o leque da sua consciência democrática e cívica.
Em todos os recantos de Angola realizam-se exercícios pedagógicos para elevarem a cultura cívica dos cidadãos relativamente ao pleito eleitoral, enquanto disputa política para legitimidade do poder.
As autoridades angolanas levaram a cabo um conjunto de acções para informar o cidadão sobre direitos e deveres cívicos, em matéria eleitoral, sempre com o propósito de tornar acessíveis as especificidades do processo eleitoral.
Os angolanos já compreenderam que o pleito eleitoral é um acto impulsionador da democracia e o exercício do voto um direito que está plasmado na constituição e como tal não devem abdicar do mesmo.
Os cidadãos angolanos estão perante um exercício da consolidação da democracia. Numa linguagem mais clara é conferido o poder ao povo para tomar uma importante decisão de eleger os seus dignos representantes.
No meio de todas estas acções, os angolanos e angolanas orgulham-se de ter como conquista democrática uma legislação eleitoral que acolhe na generalidade os princípios, regras e valores universalmente aceites para a realização de um processo eleitoral.
Os entendidos na matéria defendem que esta pugna pela transparência e respeito pelos padrões constitucionais da universalidade do sufrágio, da liberdade e da igualdade do voto.
É ponto assente que o sucesso do processo eleitoral está nas mãos de todos os actores chamados a intervir nas fases de preparação, organização e realização das múltiplas tarefas ligadas às eleições para que estas decorram num ambiente ordeiro e pleno de civismo.
Nota de realce para o apelo do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, no sentido de que os partidos políticos e coligações partidárias mantenham uma postura responsável durante a campanha eleitoral e a votação, respeitando a lei e a ordem estabelecidas.
O estadista falou mesmo numa campanha marcada por um alto padrão de civismo em que, certamente, todos os actores devem cumprir com o seu papel. Assim partidos políticos e coligações partidárias devem respeitar as normas legais, as forças da ordem pública devem garantir a tranquilidade e segurança, os jornalistas devem assegurar uma cobertura isenta e responsável e os cidadãos devem exercer o seu direito de voto.
Cumprindo com todos estes pressupostos, as autoridades angolanas envolveram vários actores em exercícios pedagógicos em que ofereceram todas as informações necessárias para que o pleito eleitoral decorra com civismo e normalidade.
Os exemplos são evidentes e pode-se mencionar várias palestras sobre a importância do voto, acções de formação de agentes eleitorais, preparação dos profissionais da Comunicação Social, entre outras.
Em Angola, como em qualquer parte do mundo, os jornalistas são profissionais com relevante função social nas sociedades democráticas. São educadores por excelência, dentro da sociedade, e ajudam a contribuir na elevação da consciência cívica dos cidadãos no processo eleitoral e não só.
Assim, como actores sociais chamados a dar a sua contribuição neste processo, os jornalistas participaram em varias acções de formação marcadas por um profundo conhecimento da legislação eleitoral e a observância dos princípios da isenção, imparcialidade, profissionalismo e responsabilidade social.
Estão entre os actores chamados a dar a sua contribuição para a formação cívica dos cidadãos, exercendo um papel pedagógico decisivo, colocando assim a Comunicação Social ao serviço da cidadania. Neste processo, para bem pensar, a
comunicação política e eleitoral angolana deve estudar e entender as complexas relações que articulam a sociedade e sustentam os pilares da democracia.
É entendimento comum que um dos aspectos fundamentais para o êxito das eleições gerais no país reside no processo de educação cívica e mobilização da população, daí que se atribui grande importância à educação da população para de forma informada, educada e consciente participar no processo eleitoral.
As circunstâncias impõem a valorização da democracia, o exercício da cidadania, tolerância, aceitação da diferença e exercício do direito de voto, para que, efectivamente, como disse o Presidente José Eduardo Dos Santos, “os angolanos sejam os maiores vencedores”.
Será um momento ímpar para Angola demonstrar ao mundo que depois de ter conseguido ser um factor de estabilidade em África oferece, agora, uma lição de como podem ser realizadas eleições democráticas, livres e transparentes, numa prova inequívoca da sua maturidade.
O civismo como marca é, pois, a divisa dos angolanos nestas eleições legislativas que serão, sem dúvida, um grande e inesquecível acontecimento em 2008.
Por: Luísa Damião