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07 Julho de 2012 | 10h02 - Actualizado em 07 Julho de 2012 | 10h02

Destacado papel da comunicação social na promoção da medicina tradicional

Huambo

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Huambo - O papel dos meios de comunicação social na promoção da medicina tradicional foi destacado, sexta-feira, na cidade do Huambo, pelo jornalista Albino Carlos, quando dissertava o tema "o papel da comunicação social na divulgação e sensibilização de boas práticas no âmbito da medicina tradicional".

Disse que os meios de comunicação social colocam a sua magistratura de influência para favorecer a inserção da medicina tradicional no quadro da política nacional de saúde de forma integrada, apelando, para o efeito, os requisitos de segurança, eficácia, qualidade e uso racional.

Por conferir projecção social à problemática da medicina tradicional, assim como por promover a sua importância no âmbito do sistema nacional de saúde, segundo ainda o jornalista Albino Carlos, a imprensa impõe-se como uma aliada estratégica na campanha de inserção da medicina alternativa no conjunto dos cuidados a ter com a saúde pública e bem-estar das populações, mobilizando e catapultando, para o efeito, os órgãos de decisão política, os formadores de opinião e toda a sociedade em geral.

Por outro lado, frisou, há também a necessidade de conferir expressão mediática às formas alternativas da medicina, por estarmos a viver numa época terrivelmente marcada pela uniformização de processos e pela padronização cultural ditadas pela globalização.

Os meios de comunicação social, sendo um campo fundamental na produção e reprodução da vida social, representam, na visão do jornalista Albino Carlos, um instrumento valioso na estruturação do próprio espaço público e do consenso social, daí a necessidade de se capitalizar todos os esforços no sentido de colocar os media ao serviço da divulgação e sensibilização de boas práticas no âmbito da medicina tradicional.

Neste sentido, o também director do Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor) e docente universitário admitiu que uma das forma de contribuir para a melhoria dos serviços prestados em termos de saúde pública é a aposta na informação para a educação sanitária, pois, disse, quanto mais informados sobre saúde estiverem os cidadãos mais eficazes serão as medidas preconizadas pela política nacional de saúde.

Informou ainda que os meios de comunicação social têm demonstrado um crescente interesse pelos temas relacionados com a saúde e a ciência.

"Pesquisas dão conta que os assuntos científicos e, particularmente, os médico-sanitários são as principais preocupações, facto que fazem com que as pessoas passem a encarar as questões da saúde e da ciência com maior interesse", mencionou.

Para Albino Carlos, um dos prelectores do seminário inter-provincial sobre medicina tradicional realizado sexta-feira no Huambo, a adaptação dos media a essa nova exigência das pessoas produziu um aumento da atenção dedicada aos assuntos científicos, sanitários e médicos, pelo que já não são apenas exigidas mais informação a respeito, mas melhor informação sobre saúde.

Salientou que, nesta conformidade, urge aumentar os tempos de antena dos programas dedicados à problemática da saúde e bem-estar nos espaços mediáticos, assim como é imperioso velar pela especialização dos jornalistas ligados às áreas da saúde com o objectivo de tratar com maior profundidade os temas relacionados com a ciência e a medicina e aumentar a eficácia dos media na promoção da saúde pública.

"Assim, impõe-se o reforço da aposta na formação e superação técnico-profissional dos jornalistas, de modo a que as matérias sobre saúde e sobretudo medicina tradicional sejam abordadas com profissionalismo e rigor, contribuindo para a mudança de comportamento e de atitude na melhoria da qualidade de vida das populações e os cuidados de saúde a observar", enfatizou.

No seminário sobre medicina tradicional, os participantes abordaram, entre outros temas, "integração da medicina tradicional no sistema nacional de saúde", "formação e capacitação de recursos humanos", "fomento da agro-indústria para o processamento, transformação, comercialização de fitoterápicos e outros produtos naturais", bem como a "promoção de programas de comunicação social para a medicina tradicional".

Participaram do evento membros dos governos das províncias de Benguela, Bíe, Huambo e Kuando Kubango, médicos fisioterapeutas, autoridades tradicionais, entre outros convidados.

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