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30 Junho de 2012 | 12h59 - Actualizado em 30 Junho de 2012 | 14h33

Reino do Bailundo firme na conservação do património histórico-cultural

Huambo

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Bailundo – O reino do Bailundo, cuja vila municipal está situada a 75 quilómetros a norte da cidade do Huambo, capital da província com o mesmo nome, continua firme quanto ao processo de valorização e conservação do património histórico-cultural da região ovimbundu.

Para reafirmar a sua luta e vontade na preservação dos hábitos e costumes foi entronizado o novo soba grande da Ombala Jonjo, Serafim Ñoma II.

O reino do Bailundo, neste contexto, mantém-se firme na valorização do património histórico-cultural e na conservação dos hábitos e costumes dos antepassados, bem como promove cada vez mais o poder desempenhado pelas autoridades tradicionais angolanas, sobretudo da região ovimbundu.

Segundo os rituais existentes no reino do Bailundo, para entronização de um rei ou soba grande é necessário abater uma cabeça de gado em obediência as cerimónias do rei, levando consigo (o rei a ser entronizado) um balaio de fuba branca e sal para dar de comer ao animal a ser sacrificado, por formas a saber se foi ou não aceite o ritual.

De acordo com o decreto presidencial número 15/11 de 11 Janeiro, que a prova a política cultural da República de Angola, ao definir que actividades culturais devem ser realizados em momentos próprios a reflectir a identidade angolana com fim de se valorizar o património cultural, natural, material e não só, a serem preservados, conservados e divulgados a identidade e as forças da angolanidade.

Na vila, onde o visitante se depara logo a entrada com uma estátua em homenagem ao Rei Ekuikui II, está a ser erguida um centro cultural com objectivo de dar maior significado a cultura feita nesta região do Bailundo.

A conhecida terra do Rei Ekuikui possui uma extensão de sete mil e 065 quilómetros quadrados e uma população estimada em 237 mil habitantes, distribuídos em 70 povoações comerciais e 568 bairros e aldeias que compreendem as suas cinco comunas Henque, Lunje, Bimbe, Luvemba e sede municipal.

O reino do Bailundo fundado no século XV, e até em tão designado por Halavala, é liderado actualmente por Francisco Armindo Calupeteca “Kupendela-Ekuikui II”, entronizado no dia 13 de Abril deste ano, substituindo no trono o soberano Augusto Katchitiopololo “Ekuikui IV, falecido no dia 14 de Janeiro deste mesmo ano.

A região do Bailundo foi dado o nome do primeiro soberano que, vindo do norte, fundou e reinou durante muitos anos naquele que foi mais poderoso e influente reino da parte central de Angola. A embala (casa grande), sede do Soma Inene (monarca) situava-se em Halavala, na localidade hoje designada de Bailundo.

O Reino do Bailundo foi sucessivamente atacado pelas tropas portuguesas durante o século XIX, tendo os mais conhecidos suseranos que ali reinaram resistido às confrontações militares até ao ano de 1896, altura em que o jovem capitão Justino Teixeira da Silva, transferido do Bié, onde fora também responsabilizado pela morte prematura do capitão-mor Silva Porto, acabou por derrotar o Rei Numa II que acabara de suceder a Ekuikui II, e ali se instalou.

Quanto a vila municipal, veio a ser denominada de Teixeira da Silva, tendo retomado o nome anterior de Bailundo após a independência de Angola em 1975.

Desde o período da sua fundação no século XV pelo rei Katiavala soberanos do Bailundo os reis Katiavala I, Jahulo I, Samandalu, Tchingui I, Tchingui II, Ekuikui I, Numa I, Hundungulo I, Tchissende I, Jungulo, Ngundji, Tchivukuvuku Tchama Tchongonga, Utondossi, Bonji, Bongue, Tchissende II, Vassovava e Katiavala II.

O reino do Bailundo teve ainda como soberanos Ekongoliohombo, Ekuikui II, Numa II, Moma, Kangovi, Hundungulo II, Mutu Ya Kevela (vice-rei), Tchissende III, Jahulo II, Mussitu, Tchinendele, Kapoko, Numa II, Pessela Tchongolola e Ekuikui III. Francisco Armindo Calupeteca (Kupendela Ekuikui V) é o seu actual rei.

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