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04 Agosto de 2011 | 21h10 - Actualizado em 05 Agosto de 2011 | 12h38

CNCS dá nota negativa ao desempenho do semanário "Continente"

Deliberação

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Luanda - O desempenho jornalístico do semanário “Continente” foi considerado pelo Conselho Nacional de Comunicação Social (CNCS) de negativo pelo facto das matérias que publica predominar a excessiva fulanização, descurando nelas o princípio do contrário que é chave do jornalismo moderno.

Um comunicado do CNCS chegado hoje (quinta-feira) à Angop, indica que a avaliação feita pelo plenário deste órgão a 24 de Julho de 2011 deu nota negativa ao referido semanário “na sequência do estranho jornalismo que vem praticando desde que surgiu no mercado”.

Além desta constatação, o Conselho sublinha que as matérias publicadas pelo “Continente” são preenchidas de uma ostensiva e quase provocatória ausência do princípio do contraditório, “o que coloca a publicação em rota de colisão com as traves mestras do jornalismo de referência".

Acrescenta que “raramente as pessoas citadas pelo Continente com o direito a fotografia na capa e em situações menos positivas para os seus interesses e da sua imagem, são contactadas pelo jornal, tendo em vista o apuramento da veracidade dos factos imputados e a consistência das apreciações que lhes são feitas”.

Na opinião do CNCS, este facto configura um grave atentado aos direitos fundamentais protegidos pela Constituição de Angola e pela Lei de Imprensa.

O Conselho Nacional da Comunicação Social lamenta ainda o facto de o jornal, desde que foi posto a circular, não ter entregue a este órgão regulador da pluralidade de imprensa, nenhuma “documentação a que é obrigado por lei, onde se inclui o seu Estatuto Editorial”.

Tendo em conta o clima de pré-campanha eleitoral que já se começa a sentir na actividade partidária dos futuros concorrentes e candidatos e no aumento da tensão política, o conselho recomenda à comunicação social e aos jornalistas a evitarem ao máximo que o seu desempenho se transforme num factor adicional de perturbação do debate em curso. 

Neste âmbito, o CNCS reitera aos jornalistas a validade das suas recomendações anteriores que apontam para a necessidade de observarem no período de pré-campanha um rigor, equilibro e isenção na cobertura da vida política.

Para isso, recomenda, em conformidade com a Constituição, que os partidos têm de receber tratamento igual por parte da imprensa.

O comunicado nota que durante o mês de avaliação, de uma forma geral, o desempenho editorial da comunicação social no seu conjunto não registou nenhuma ocorrência de realce susceptível de pôr em causa os fundamentos que balizam a sua intervenção reguladora.