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13 Junho de 2012 | 13h59 - Atualizado em 13 Junho de 2012 | 13h59

Dadores familiares contribuem para o aumento do sangue nas unidades hospitalares

OMS

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Luanda - Cerca de 20 dos 46 países da Região Africana da OMS obtêm mais de 50 porcento das suas unidades de sangue de dadores familiares de substituição, mas, apesar dos esforços louváveis e dos progressos registados nos últimos anos, o total de unidades de sangue colhido continua a ser inadequado.

A afirmação é de Luís Gomes Sambo, director regional da OMA para África, numa mensagem em alusão ao Dia Mundial do Dador de Sangue, que se assinala no dia 14 de Junho.

Acrescentou que realizaram-se grandes progressos na Região Africana desde a adopção da estratégia regional para a segurança do sangue, em 2001 e muitos países elaboraram políticas e planos de implementação para assegurar a disponibilidade de um abastecimento adequado de sangue seguro, através da melhoria do recrutamento de dadores, da testagem do sangue, do uso clínico adequado do sangue e da criação de sistemas de qualidade.

"É necessário um abastecimento de sangue seguro para salvar vidas, porque o sangue é muitas vezes é o único meio de garantir a sobrevivência de uma pessoa", frisou, acrescentando que na Região Africana, contudo, existem doentes que necessitam de uma transfusão e que não têm acesso oportuno a sangue seguro.

Doenças transmitidas pelo sangue, hemorragias e anemia durante um parto com complicações, acidentes rodoviários e outros evidenciam a dimensão das necessidades por satisfazer na Região.

De acordo com Gomes Sambo, o Dia Mundial do Dador de Sangue comemora-se todos os anos a 14 de Junho e este evento oferece uma oportunidade para chamar a atenção do público sobre a importância da dádiva de sangue para salvar vidas, cujo tema da comemoração deste ano é “Cada dador de sangue é um herói”.

"Este tema reconhece o gesto heróico da dádiva de sangue para salvar vidas e incentiva todas as pessoas saudáveis a darem sangue de forma voluntária. Chama também a atenção para a importância de se mobilizar recursos adequados para apoiar os esforços no sentido de se alcançar os 100 porcento de dádivas voluntárias de sangue", sublinhou.

No entanto, é de lamentar que outros países estejam ainda longe de alcançar a meta da colheita de pelo menos 80 porcento das dádivas de sangue provenientes de dadores voluntários e regulares.

Melhorar a saúde das populações é um componente essencial do desenvolvimento sustentável de qualquer país, por isso, as dádivas de sangue seguro desempenham um papel crucial sobretudo na prestação rápida e eficaz de cuidados adequados para as mulheres, as crianças e os homens que sofrem hemorragias ou de anemia grave.

Em reconhecimento do exposto, a OMS adoptou uma série de resoluções que exortavam os Estados-Membros a organizarem os seus serviços de sangue de maneira a minimizar a ocorrência de efeitos adversos, garantindo, ao mesmo tempo, o abastecimento de sangue seguro para as suas populações.

Embora as necessidades anuais estejam estimadas em oito milhões de unidade sangue, os países da Região conseguem apenas colher metade da quantidade necessária. Porém, esta é uma lacuna considerável a colmatar, sobretudo nas zonas rurais onde vive a maioria das populações e dos doentes.

"Dar sangue é um acto de generosidade, solidariedade e humanismo. Além disso, o tema deste ano lembra-nos que se trata de facto de um acto de heroísmo que traz uma imensa alegria ao dadores, cujo único objectivo é dar vida e esperança aos doentes que, de outro modo, não sobreviveriam sem este acto altruísta" realçou.

Entretanto, Luís Gomes Sambo ao agradecer a todos os dadores voluntários a sua lealdade e empenho, apela a todos para que emulem este gesto dando sangue para assegurar que exista um abastecimento adequado nas unidades de saúde.

"Ao comemorarmos o Dia Mundial do Dador de Sangue, apelo a todos os países para que acelerem os esforços de mapeamento de novas estratégias para converter os dadores familiares em dadores voluntários e regulares, já que eles constituem a pedra angular de qualquer sistema de fiável e sustentável de transfusão de sangue", apelou.

Segundo o director regional deve-se ainda redobrar os esforços para sensibilizar o público para a importância da dádiva de sangue e recrutar e fidelizar novos dadores, de modo a garantir a disponibilidade do sangue de uma forma sustentável nos serviços de transfusão.

Assim o Escritório Regional da OMS para a África garante que vai continuar a apoiar todas a iniciativas que visem melhorar a segurança das transfusões de sangue em geral e, em particular, o aumento das colheitas de sangue de dadores voluntários e regulares.