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24 Janeiro de 2012 | 16h37 - Actualizado em 24 Janeiro de 2012 | 17h04

Índice de prevalência da malária reduz para 10 porcento em Angola

Saúde

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Luanda – A prevalência da malária a nível nacional foi avaliada em 10 porcento, fruto das acções desenvolvidas pelo Ministério da Saúde e seus parceiros tendentes ao combate da doença no seio das comunidades.

Segundo dados divulgados hoje, em Luanda, durante a apresentação do inquérito sobre indicadores da malária em Angola, a maior prevalência se regista em crianças dos seis meses aos 5 anos idade, sendo 14 vezes mais alta em crianças das zonas rurais do que nas urbanas.

De acordo com o coordenador do programa da luta contra a malária, Filomeno Fortes, em declarações à Angop, a infecção por malária diminuiu acentuadamente em relação ao primeiro inquérito realizado em 2006.

No período em referência, segundo a fonte, 21 porcento das crianças dos 6 aos cinco anos de idade estavam infectadas, enquanto no período de 2011, com base em resultados de testes rápidos efectuados, foi de 13 porcento.

Filomeno Fortes referiu que a percentagem de crianças com anemia severa baixou visivelmente na maioria do país de 3.6 porcento para 2.6 por centos.

O responsável indicou que na província de Luanda a redução foi de mais da metade, porém, apenas na região hiperendémica a prevalência da anemia severa registou um aumento.

Durante o inquérito feito de indicadores da malária, afirmou a fonte, uma em cada quatro grávidas e crianças dormiam debaixo de mosquiteiros tratados e impregnados, dai a diminuição dos casos.

A fonte salientou que a mortalidade infantil estimada para o quinquénio 2006-2011 é de 50 porcento, o que significa que em cada mil nados vivos 50 falecem antes de completar o primeiro ano de vida.

Observou-se ainda uma redução das taxas de mortalidade infantil e infanto-infantil entre o quinquénio 2001 a 2006.

De acordo com o programa nacional de controlo da malária existem quatro regiões de endemicidade em Angola, nomeadamente a hiperendémica, que é a zona com alta transmissão, a mesoendemica estável, que tem uma transmissão relativamente baixa, e a mesoendemica instável, que é mais baixa que ocorre na província de Luanda, a região mais urbanizada do país.