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24 Junho de 2009 | 16h29 - Atualizado em 24 Junho de 2009 | 16h35

General Furtado alerta sobre os riscos da imigração ilegal

Angola

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Chefe do estado maior das Forças Armadas, General Francisco Pereira Furtado

Foto: Angop

Luanda - O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Francisco Pereira Furtado, chamou a atenção para as consequências que o fenómeno imigração ilegal provoca na economia do país e para a defesa nacional.


O oficial general fez esta chamada de atenção quando dissertava numa palestra sobre "os desafios futuros para as Forças Armadas"
inserida nas segundas jornadas da Defesa Nacional, que decorrem no Palácio dos Congressos, em Luanda.


Sublinhou que a imigração ilegal constitui nos últimos tempos uma das maiores ameaças à estabilidade económica e social do país,
situação causada pela vulnerabilidade das fronteiras nacionais e dos deficientes mecanismos de fiscalização destas, o que é uma
preocupação constante do Estado angolano.


Revelou estar a decorrer desde o dia 9 de Maio deste ano a "operação crise", sob coordenação das Forças Armadas Angolanas, que em 37 dias retirou 18 mil estrangeiros em situação ilegal somente na província diamantífera da Lunda Norte.


Explicou que a "operação crise" surgiu em consequência da crise financeira económica mundial, que afecta também o sector
diamantífero, e provocou o abandono de 11 projectos mineiros de grande importância no país.


"Num período de menos de 30 dias, a maquinaria e as áreas adstritas às empresas destes projectos foram invadidas por cidadãos nacionais e estrangeiros", frisou.


Segundo o general Francisco Pereira Furtado, desde o fim da guerra em Angola em 2002, o país tem sido invadido silenciosamente por milhares de cidadãos estrangeiros que continuam a afluir a zonas económicas estratégicas, com destaque para aquelas de produção diamantífera.


O chefe do Estado-Maior General das FAA revelou que o Governo tem gasto enorme quantidade de dinheiro em acções que visam
conter a imigração ilegal, citando como exemplo as operações “brilhante” e “toupeira” que consumiram 122 milhões de dólares dos cofres do Estado.


Referiu que em seis meses, a operação “brilhante” realizada entre 2003 2004, permitiu a expulsão das zonas diamantíferas cerca de
120 mil cidadãos estrangeiros em situação ilegal, maioritariamente da República Democrática do Congo com um custo de cerca de
81 milhões de dólares.


Já a operação “toupeira”, desencadeada entre os meses de Junho e Agosto de 2008, orçou em aproximadamente 41 milhões de
dólares e possibilitou a retirada das áreas de reserva diamantífera de 56 mil estrangeiros ilegais em apenas 36 dias.


Estas operações foram desencadeadas nas províncias da Lunda Norte, Malanje e Lunda Sul, Uíge, Kuando Kubango, Bié e Kwanza
Sul.