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03 Janeiro de 2013 | 12h32 - Atualizado em 03 Janeiro de 2013 | 12h38

MININT orienta abertura de inquérito para apurar causas das mortes na vigília da IURD

Investigação

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Luanda – O Ministério do Interior (MININT) ordenou a Polícia de Investigação Criminal a abertura de um inquérito para apurar os factos e responsabilidades na morte de 13 cidadãos no dia 31 de Dezembro de 2012, no estádio da Cidadela Desportiva, em Luanda, por ocasião da vigília do "dia do fim”, promovida pela Igreja Universal do Reino de Deus.
 

Segundo um comunicado de imprensa do MININT, os resultados da investigação serão oportunamente submetidos ao ministério público.


Informa que o Governo da província notificou o Comando Provincial da Polícia e o Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiro sobre a realização da vigília, que por sua vez realizaram os seus planos operacionais para o asseguramento do evento.
 

Contudo, de acordo com a nota, a Igreja manifestou, dada a natureza religiosa do acto, o interesse de ser ela mesma a assegurar o interior do estado, tendo recrutado para o efeito 300 elementos de autoprotecção, ficando a polícia apenas com a responsabilidade da parte exterior.  
 

No período que antecedeu o acto que tinha como lema “o dia do fim”, foram distribuídos cartazes, tshirts , entre outro material publicitário que apelava os fiéis e às famílias a comparecerem na estádio da Cidadela para participar na “vigília da virada”, com promessas de por fim a doenças, inveja, feitiçaria, dívidas, miséria, entre outras.


No dia do evento, prossegue, compareceram pessoas de várias províncias, quando a expectativa era só Luanda e constatou-se que o local escolhido era insuficiente para acolher tal número de fiéis, o que causou excessiva lotação na parte interior e a presença de um elevadíssimo número na parte exterior do estádio.
 

Explica que associado à ânsia de acompanharem a prelecção do bispo e ao momento músico-cultural, ocorreu um movimento frenético de pessoas de fora para dentro, forçando a sua entrada, o que provocou empurrões, quedas e asfixia de muitos dos mesmos, gerando pânico que resultou em desmaios.


Acresce-se a isso o facto de alguns fiéis terem comparecido no recinto desde as primeiras horas daquele dia em jejum.


Em face disso, lê-se no comunicado, as forças da Polícia Nacional e do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros e do Instituto Nacional de Emergências Médicas (INEMA) transferiram 114 pessoas para os hospitais Américo Boavida, Josina Machel, Prenda e Maternidade Lucrécia Paim, onde 13 pessoas, entre as quais três crianças, morreram.
 

Indica que foram tomadas um conjunto de medidas operativas que permitiram controlar a situação, tendo sido mesmo ordenado o encerramento da actividade e a evacuação organizada dos fiéis.


Face ao infausto acontecimento o Ministério do Interior une-se a dor, tristeza e luto dos familiares e parentes das vítimas, a quem endereçam os seus sentimentos de pesar.


Apela à sociedade e aos fiéis a se manterem serenos, garantindo que serão divulgadas informações adicionais sobre o caso.