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12 Outubro de 2012 | 11h29 - Actualizado em 12 Outubro de 2012 | 11h29

MPLA condena agressão contra secretário do CAP

Benguela

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Benguela - O secretário do Departamento de Informação e Propaganda (DIP) do Comité Provincial do MPLA em Benguela, Zacarias Davoca, condenou veementemente, esta quinta-feira, os actos de agressão física contra quatro militantes do partido e outros dois agentes da Polícia Nacional, ocorridos na última segunda-feira, no bairro 11 de Novembro, arredores desta cidade.

Ao ler uma nota de imprensa, na sede do comité provincial do MPLA, o político adiantou que foram alvos dessa agressão física, seis pessoas, nomeadamente o primeiro secretário do CAP no bairro 11 de Novembro, Fernando Chimuco, três outros militantes do 

partido governante, para além de dois agentes da polícia que intervieram a fim de repor a ordem. 

Segundo Zacarias Davoca, como consequência dos golpes de catana a que foi sujeito na cabeça, Fernando Chimuco contraiu traumatismo craniano, estando por isso sob cuidados intensivos no Hospital Geral de Benguela, enquanto os demais militantes e agentes da Polícia Nacional com ferimentos graves e ligeiros se recuperam no Hospital Municipal de Benguela.

Afirmou que, segundo informações a que o Secretariado da Comissão Executiva do MPLA teve acesso, Fernando Chimuco, na qualidade de coordenador do bairro 11 de Novembro, em representação da administração comunal da Zona A, solicitou em hora normal de expediente ao coordenador local da UNITA que retirasse da via pública um mastro com uma bandeira hasteada do principal partido da oposição, facto que originou a confusão. 

"Perante esta interpelação pacífica, alguns militantes da UNITA residentes no local insurgiram-se violentamente, tendo provocado ferimentos graves a Fernando Chimuco e a outros militantes do MPLA que vieram a seu socorro, registando-se ainda a destruição 

parcial de uma viatura e motorizada", referiu, explicando que, na sequência disso, a Polícia Nacional empreendeu uma acção para deter os infractores e repor a legalidade. Em retaliação, dois agentes sofreram agressões físicas.

Para o dirigente, os actos passíveis de responsabilidade criminal devem merecer dos órgãos competentes do Estado um tratamento adequado e punível no âmbito do espírito de justiça, imparcialidade e isenção, independentemente de quem os pratica.

Também repudiou o que considerou de tratamento leviano dado pela direcção da UNITA na província a mais este acontecimento, "por isso o MPLA condena todos os actos de perturbação da ordem e tranquilidade públicas e encoraja os órgãos de administração da 

justiça a aplicarem a Lei sobre todos os prevaricadores, sem distinção da cor partidária".

Exortando os cidadãos a estarem vigilantes perante as manobras falaciosas da UNITA e a denunciarem todas as práticas e comportamentos hostis que trazem à memória um passado recente, Zacarias Davoca aproveitou para reiterar o inequívoco compromisso do MPLA para com a paz, coexistência pacífica, respeito pelos órgãos de soberania e consolidação do espírito de unidade e reconciliação nacional. 

Decorrida no salão nobre do comité provincial do MPLA em Benguela, a conferência de imprensa, na qual foi lida uma nota de repúdio, contou com a presença do primeiro secretário municipal do MPLA em Benguela, Manuel Lukombo, assim como de uma testemunha dos incidentes registados a 8 de Outubro de 2012, no bairro 11 de Novembro, Zona A.