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04 Outubro de 2012 | 16h17 - Actualizado em 04 Outubro de 2012 | 16h29

Novo executivo deve adoptar sistema de auto fiscalização como forma de aferir seu desempenho

Benguela

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Personalidades que integram o Executivo

Foto: Angop

  

Benguela - As personalidades que integram o Executivo liderado pelo Presidente José Eduardo dos Santos terão meio caminho andado na execução dos respectivos projectos sectoriais se adoptarem o princípio de auto-avaliação sobre o desempenho dos seus colaboradores na satisfação dos serviços públicos ligados ao cidadão.

A ideia foi hoje (quinta-feira) defendida pelo psicólogo Carlos Lito Tolosso, em entrevista à Angop, numa abordagem sobre o que o público pode esperar nos novos membros do Conselho de Ministros de Angola, recentemente empossados pelo Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos.

Segundo o académico, “são grande os passos já dados no caminho da reconstrução do país, sendo claro que a nação caminha rumo ao desenvolvimento.    

“É possível os próprios governantes desenvolverem a prática da fiscalização do desempenho dos seus departamentos ministeriais, até porque se atender à grandeza daquilo que já foi feito em prol da reconstrução do país, diremos que os actuais governantes têm condições criadas para a satisfação das necessidades do destinatário da sua acção - o cidadão”, sublinhou, insistindo no que chama de “método da auto-avaliação” de desempenho.

Para si, é gratificante e motivacional o reconhecimento do Chefe do Executivo àqueles que não puderam ser reconduzidos ao novo elenco, pois tais governantes que sucederam (de 2002, 2008 a 2012) aos do período de guerra tiveram mais dificuldade de governação, porque encontraram um país dilacerado, com a maioria das infra-estruturas devastadas por longos anos de conflito armado, situação só ultrapassada (em dez anos de paz) graças a sapiência na liderança e a entrega dos membros do Executivo do Presidente José Eduardo dos Santos.

“Os governantes não podem só esperar pela fiscalização dos deputados, eles próprios devem auto fiscalizar-se, devem exercer, com rigor, um determinado controlo sobre o cumprimento das metas por parte dos seus colaboradores directos, de modo a aferir sobre a satisfação ou não do público destinatário da sua acção”, defendeu, sustentando que isso pode elevar as simpatias dos cidadãos para com o executivo.

Frisou que o facto de ter-se o país ligado, maioritariamente, por estradas modernas, aeroportos e linhas férreas restauradas, vai facilitar a aplicação dos projectos do novo elenco, até porque pela primeira vez Angola pode experimentar, sem grandes constrangimentos, o processo das trocas mercantis entre todo território nacional, seja por que meio de transporte for.

De acordo com Lito Tolosso, “uma das grandes virtudes do Executivo anterior foi o facto de ter mantido a estabilidade da moeda, iniciado o processo da diversificação da economia (durante anos totalmente dependente do petróleo), “o que dá garantias de que os actuais governantes têm meia etapa andada na senda da execução dos projectos para o desenvolvimento do país”.

“É preciso não adormecer nestes louros, pois quanto mais êxitos forem alcançados maiores serão as exigências sociais, daí a necessidade de uma auto-fiscalização por parte de cada titular de departamento ministerial”, defendeu o psicólogo que considera o Chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos, como “pessoa especial e visionária” que não dará espaço à letargia dos seus colaboradores.

Basta ver o que foi feito, que só os que fingem não vêm. Isso infunde confiança aos cidadãos para dias melhores, mesmo neste período em que o mundo continua a debater-se com a crise financeira, admitiu, apelando a todos, “governantes e governados”, para de mãos dadas participarem do esforço de desenvolvimento em curso no país.

Lito Tolosso, um jovem na casa dos 35 anos de idade, lembrou à juventude do país e, de Benguela, particularmente, que o facto do Presidente José Eduardo dos Santos entregar-se desde muito cedo à luta pela independência nacional, por meio da guerrilha, ilustra bem a sua devoção para com a causa do seu povo, carácter que continua a patentear até aos dias de hoje.

“O então jovem José Eduardo dos Santos poderia ter preferido manter-se na cidade para desfrutar dos prazeres que a vida juvenil oferece, mas decididamente abdicou da sua mocidade urbana remetendo-se à guerrilha, na luta contra o colonialismo português - É um verdadeiro exemplo para muitos de nós, de quem devemos honra”, declarou, augurando tempos melhores para todo país.

José Eduardo dos Santos, cabeça de lista do partido MPLA, foi investido no passado dia 26 de Setembro como Presidente da República eleito, conforme resultados do pleito eleitoral de 31 de Agosto de 2012, que elevou igualmente o candidato Manuel Vicente ao cargo de vice-presidente da República, em obediência à lista concorrente de Deputados do MPLA.

As eleições de 31 de Agosto conferiram vitória ao partido MPLA, com 71, 84 porcento.

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