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23 Agosto de 2012 | 19h36 - Atualizado em 23 Agosto de 2012 | 19h35

Brigadeiro da UNITA espancado por antigos companheiros

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Luanda - Um antigo brigadeiro das FALA, ex-"braço armado" da UNITA, foi agredido hoje na sede nacional deste partido, em Luanda, por seus correligionários, quando, junto com outros companheiros, reivindicavam a integração dos seus nomes na Caixa Social das Forças Armadas Angolanas (FAA).

Composto por cerca de 30 elementos, o grupo é liderado por Ronaldo André, que se diz brigadeiro, e Carlota Tecassala, tenente, os quais manifestaram à Angop o desejo de ver seus nomes na Caixa de Segurança Social das Forças Armadas Angolanas (FAA), por forma a beneficiar dos seus direitos.  

“Estamos a manifestar aqui porque queremos o presidente Samakuva para assinar os nossos documentos" para o expediente da nossa integração na Caixa Social” - disse Carlota Tecassala, considerando-se vítima de questões tribais, daí a demora do encaminhamento do processo, uma vez serem oriundos da região norte, onde nasceu o falecido vice-presidente da UNITA, general Dembo.

Segundo explicaram, após a sua presença no local, onde tencionavam encontrar-se com alguém do partido ligado ao processo de desmobilização, os dois tiveram acesso ao quintal e, envolto em alguma confusão, o brigadeiro foi espancado por militantes que se encontravam no interior da instituição.

Vestida de uma camisola com fotografia do ex-vice-presidente da UNITA, António Dembo, falecido no período de guerra, Carlota Tecassala afirmou ser também propósito do grupo saber do local onde a antiga direcção deste partido sepultou este general.

Os indivíduos argumentam que o general Dembo os conheceu melhor que qualquer outro membro da direcção da UNITA pelo facto de trabalhar durante muito tempo na região norte.

No entanto, ouvido pela Angop, o secretário-nacional da UNITA para organização, Diamantino Mussokola, considerou infundadas as declarações do casal, por ambos nunca chegarem a ter ligação com esta formação política.   

Explicou tratar-se de uma comerciante, que no período do conflito armado operou na zona das Lundas, quando esta estava sob controlo da UNITA, e que desde algum tempo tem procurado no partido formas de reaver os seus bens perdidos, visto que posteriormente se repôs a normalidade administrativa no local.

Quanto a Ronaldo André, o responsável para organização do partido refere que este se auto-proclamou brigadeiro e na companhia de alguns verdadeiros militares, que aguardam pelo nome na Caixa de Segurança Social, dirigiu-se à sede nacional, em São Paulo, Luanda, para incitar as pessoas a comportamentos pouco dignos.

Segundo Diamantino Mussokola, o cidadão forçou a sua entrada na sede e os militantes não receberam com agrado a atitude e bateram-no.