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18 Fevereiro de 2011 | 23h16 - Actualizado em 19 Fevereiro de 2011 | 21h26

Participação das mulheres na vida social do país teve empenho da OMA

Palestra

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Joana Lina, membro da Organização da Mulher Angolana (OMA)

Foto: Angop

Luanda – A membro do Comité Nacional da Organização da Mulher Angolana (OMA) Joana Lina referiu hoje (sexta-feira), em Luanda, que as actividades desenvolvidas por essa estrutura enalteceu a posição do género na vida social e política do país, reconhecendo, porém, haver ainda um longo caminho a percorrer.

“Continuamos a viver numa sociedade onde o nível de violência doméstica ainda é muito grande, assim como as necessidades sociais das populações ainda não atingiram o grau de satisfação total e por este factor não podemos dar por concluída a nossa luta”, afirmou durante uma palestra sobre liderança, dirigida aos membros do Comité Provincial de Luanda da OMA.

Joana Lina disse, portanto, que a OMA, afecta ao partido no poder, está fortemente empenhada na edificação de uma sociedade responsável, adicionando que a história da dinâmica da actividade que vêm desenvolvendo tem levado as mulheres a tratarem da melhor forma este capítulo.

No que toca ao desempenho das mulheres nos vários domínios de actividades, a também membro do Comité Central do MPLA disse que as mesmas estão bem inseridas no contexto económico, social e político, granjeando, paulatinamente, posições cada vez mais consistentes e superiores.

As eventuais “reclamações” emitidas em alguns circuitos da sociedade, no que toca ao reconhecimento do devido valor das mulheres, foi justificada pela oradora como sendo uma atitude legítima, considerando o potencial que a camada feminina representa no contexto actual.

“Não quer dizer que as mulheres querem conquistar lugares tradicionalmente ocupados por homens. Mas onde for necessário que isto aconteça, devido à capacidade, força, dinamismo para desenvolver a tarefa, elas hão de desenvolver”, reforçou.

No capítulo da liderança, Joana Lina pediu humildade às mulheres que desempenham cargos de direcção, justificando que a mesma constitui, juntamente com a justiça e a honestidade, qualidade de um líder.

Reagindo as declarações de Joana Lina, a deputada do MPLA Faustina Inglês Alves disse que a OMA continua a reforçar os seus princípios orientadores que tem a ver com a luta pela dignidade da mulher angolana.

“Podemos aprender mais sobre o enquadramento da organização no actual contexto para podermos desenvolver as missões que nos são incumbidas”, reforçou.

Por seu turno, a médica e membro do Comité Provincial da OMA Rosa Bessa afirmou que “as batalhas travadas pela organização feminina” tem aberto espaços para a concretização dos objectivos que em contextos anteriores eram inacessíveis, tomando como exemplo o número considerável de mulheres no ramo da saúde.

Já a secretária provincial de Luanda da OMA, Eulália Rocha, afirmou que o facto da participação feminina, a nível dos comités do partido, estar acima dos 30 porcento em todas as províncias do país demonstra o profundo trabalho que a organização vem prestando desde a sua criação, na década de 60.