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18 Novembro de 2010 | 10h32 - Actualizado em 18 Novembro de 2010 | 17h58

Mais de 800 professores angolanos formados em Cuba desde a independência

Angola 35 anos

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Director geral para o intercambio cientifico internacional do Ministério da Educação de Cuba, Angel Abascal

Foto: Angop

Havana (Dos enviados especiais) – Oitocentos e quarenta e cinco professores angolanos foram formados desde a década de 80 em diversos níveis de ensino de Cuba, no âmbito dos acordos de cooperação existentes entre Angola e o país caribenho.

Esta informação foi prestada quarta-feira à Angop, em Havana, pelo director geral para o intercâmbio científico internacional do Ministério da Educação de Cuba, Angel Abascal, a propósito do 35º aniversário da proclamação da independência de Angola, assinalado a 11 do corrente mês.

De acordo com o responsável, nos primeiros anos da independência de Angola, além da colaboração militar, a educação e a saúde foram áreas em que os cubanos tiveram um desempenho preponderante no reforço das relações de amizade e cooperação entre os dois países.

Angel Abascal realçou que desde os anos 80 se iniciam as primeiras graduações por parte de Cuba, para as escolas angolanas que, devido às necessidades urgentes de quadros formados em pedagogia foram licenciados na sua maioria com o nível médio.

Actualmente no âmbito dos convénios existentes entre Cuba e Angola, no domínio da educação, estão neste país caribenho 77 quadros angolanos que estão a se formar em pedagogia a nível superior em diversos estabelecimentos especializados, explicou.

“Cada ano recebemos 40 estudantes angolanos para se formarem nas áreas de ciências exactas e nacionais a nível pedagógico, os quais são enviados para os centros especializados em Cienfuegos e Santiago de Cuba”, acrescentou

Informou que em Cuba existem vários organismos formadores, e em relação aos acordos existentes entre os ministérios da Educação de Angola e de Cuba, neste momento está-se a dar prioridade a pedagogia.

Ao fazer uma retrospectiva dos quadros angolanos formados na sua generalidade em Cuba, referiu que a partir de 1976 chegaram a este país crianças com vários níveis de escolaridade e que concluíram os seus estudos em diversas áreas, atingindo a cifra de aproximadamente 18 mil e que actualmente contribuem para o desenvolvimento de Angola.

“Havia uma política muito apreciada pelas autoridades angolanas que era a de, uma vez terminado o nível secundário, os alunos eram encaminhados para as diversas especialidades de acordo com a vocação de cada um”, explicou.

Segundo Angel Abascal, os cubanos sentem-se orgulhosos pela ajuda que prestaram a Angola na formação de quadros, uma vez que a grande maioria contribui para o desenvolvimento do país, especialmente neste momento em que se estão a dar passos significativos para recuperar os anos perdidos durante os anos de guerra.

Questionado sobre as centenas de professores cubanos que se deslocaram a Angola em missão desde a proclamação da independência nacional, referiu que a partir de 1975, com a campanha da alfabetização levada a cabo pelas autoridades angolanas se inicia a sua presença nesse país africano.

Realçou que mais de 10 mil cidadãos angolanos aprenderam a escrever através da campanha de alfabetização levada a cabo a partir dos primeiros anos da independência nacional e que contou com a presença de professores provenientes de Cuba.

Indicou que actualmente trabalham em Angola, em diversos níveis, 193 professores cubanos no âmbito dos acordos de cooperação existentes entre ambos os países, dos quais 100 estão inseridos no ensino politécnico e 12 engajados na campanha de alfabetização.