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12 Janeiro de 2005 | 14h54

Cardeal Alexandre do Nascimento defende preparação condigna das próximas eleições

Luanda

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Cardeal Alexandre do Nascimento

Foto: Foto Angop

Luanda, 12/01 - O Cardeal Alexandre do Nascimento defendeu hoje, em Luanda,a necessidade de se realizar um trabalho de realce para que as póximas eleições gerais no país sirvam de ponte ruma à melhoria das condições sociais dos angolanos.

"Não basta apenas a paz, é preciso trabalhar para que estas eleições sejam ponto de partidapara a melhoria de tudo para os angolanos. Para mim o mais importante é a melhoria do serangolano", disse o Cardeal, em entrevista à Rádio Nacional de Angola (RNA), considerandoigualmente a necessidade da criação de todas as condições para que as próximas eleições se realizem num clima de harmonia e sem sobressaltos.

"Em 1992 não tinhamos estruturas suficientes para realizar eleições, aquilo era umaaventura, não era coisa séria (...). Dado o conhecimento que tinha das duas partes e do meu povo não augurava nada, até porque do outro lado (Unita) havia muita euforia", asseverou.

Disse que na altura endereçou uma carta ao presidente norte-americano, para a tomada de providências de alguns assuntos que deveriam ser resolvidos antes da realização do pleito eleitoral. "Na altura faltavam muitas coisas, sobretudo o ânimo que é de extrema importância em democracia".

"Em 92 dizia ao presidente norte-americano que era preciso pelo menos três anos para preparar as eleições, sobretudo porque o estado de ânimo não se transforma de um dia para o outro". Infelizmente os acontecimentos deram-me razão", enfatizou a autoridade religiosa.

Para si, o actual quadro se apresenta melhor em relação a 92, porquanto já se faz sentir na sociedade angolana um clima de real harmonia, onde pessoas falam uns aos outros cada vez com menos reserva e sentem-se como famílias.

A propósito, socorreu-se igualmente de uma frase do filósofo Aristóteles, segundo oqual "o melhor sinal de que há uma democracia é as pessoas darem-se bem".

Defendeu igualmente a necessidade da conjugação de esforços para a preservação da paz no país. "Nós não precisamos de mais catástrofes, já experimentamos o que é a guerra durante muitos anos e agora vivemos um clima de paz, creio que não haverá mais nadaque nos leve a descarrilar o comboio da paz", acentuou.

Actualmente Angola convive com a difícil tarefa de reconstruir o que foi destruído durante o conflito armado e também reduzir as diferenças sociais. A este respeito, Alexandre doNascimento disse que a igreja tem dado um contributo valioso para que tal pressuposto sejapossível.

Referindo-se a catástrofe ocorrida recentemente na Ásia, o prelado indicou que o Vaticano contribuiu com a quantia de oito milhões de dólares norte-americanos, o que alguns observadores consideram-na insignificante em comparação com outras doações.