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06 Junho de 2002 | 19h30

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Restos mortais do general José Domingos Baptista Cordeiro

Foto: Foto Angop

Luanda, 07/06 - Os restos mortais do general José Domingos Baptista Cordeiro "Ngueto" foram sepultados nesta quinta-feira no Cemitério Alto das Cruzes em Luanda, num acto fúnebre assistido pelo presidente da República, José Eduardo dos Santos. O general Ngueto, outras altas patentes das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da UNITA, jornalistas da rádio e televisão, entre mais individualidades morreram domingo num acidente de aviação ocorrido próximo da cidade de Ndalatando.#

Assistiram também ao acto, o presidente da Assembleia Nacional, Roberto de Almeida, membros do governo, a primeira dama da República, Ana Paula dos Santos, deputados, altas patentes das FAA e das Forças Militares da UNITA, entidades religiosas e representantes de partidos políticos.

O general Ngueto faleceu numa altura em que liderava uma missão do grupo técnico regional norte que, em um helicóptero mi-17 da Força Aérea Angola, se dirigia a área de aquartelamento de Mussabo, no quadro da implementação domemorando de entendimento assinado a quatro de Abril deste ano pelas Forças Armadas Angolanas e as da UNITA.

No elogio fúnebre lido pelo vice-chefe do Estado-Maior para a Educação Patriótica, general Higildo "Disciplina", reconheceram-se os dotes do falecido general, dada a sua contribuição nas várias conquistas alcançadas no teatro de operações militares.

Além do general "Ngueto", foram também a enterrar no Cemitério do Alto das Cruzes, o coronel Felisberto Vasco Mortalha, das Forças Militares da UNITA, o primeiro-superintendente Mário António Soares e o tenente-coronel João Samuel da Cruz, também vítimas do mesmo acidente.

"Os valorosos combatentes e camaradas de armas a que hoje rendemos a última homenagem pertencem a destacada geração de jovens que decidida e ousadamente entregaram-se na guerra de libertação pela conquista e salvaguarda da independência nacional" - refere-se no elogio fúnebre.

Do sinistro sobreviveram seis pessoas, entre as quais um jornalista da agência Angola Press (Angop).

A sua integração nas ex-FAPLA, em 1974, depois de voluntariamente ter abandonado os seus estudos, foi motivado pelo espirito da defesa da pátria e a vontade dos angolanos lutarem pela independência do país - segundo ainda o elogio.

O general "Ngueto" fez o curso de comando táctico de estados-maiores, em 1991, na República de Cuba. Em Angola exerceu cargos de direcção nas ex-FAPLA e posteriormente nas Forças Armadas Angolanas.

Notabilizou-se na sua carreira militar quando, comandante da sexta região militar das extintas FAPLA, conseguiu impedir o avanço das tropas sul-africanas que, munidos de inovação (os canhões de longo alcance "G-5" e "G-6") pretendiam tomar de assalto aquela região.

A sua carreira militar tinha sido momentaneamente interrompida ao assumir a função de vice-governador para a defesa do Kwanza-Norte. Até a sua morte, o tenente-general "Ngueto" desempenhava as funções de comandante da região militar Bengo. Natural de Luanda, o falecido general deixa órfãos e viuva.