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14 Dezembro de 2011 | 01h01 - Atualizado em 14 Dezembro de 2011 | 12h57

Produção artesanal ganha visibilidade no país

Retrospectiva 2011

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Produtos artesanais expostos numa das feiras promovidas pelo Mincult

Foto: Angop

( Por Adriano Chisselele)

Luanda – A arte de conceber objectos utilitários com pendor criativo ganha cada vez mais visibilidade, com a dinamização, desde 2010, por parte do Ministério da Cultura, de duas feiras de artesanato, a da cidade do Dondo, província Kwanza Norte, e a de Luanda.

Denominadas Feiras de Artesanato do Dondo e Feira Nacional de Artesanato, com periodicidade anual, estes dois certames têm estado a movimentar o país em torno da beleza dos artefactos angolanos.

Milhares de pessoas de vários quadrantes sociais e etários envolvem-se por altura da exibição das esculturas, pinturas, cestos, sofás, bonés e outros objectos fabricados com materiais como a madeira e a pele de animal.

Com duração geralmente de dois a três dias, nestes eventos participam também artistas estrangeiros, quer residentes como não-residentes, que mostram o seu fascínio pelo que se concebe no país, chegando mesmo a comprar várias peças.

Este ano, a II edição da Feira do Artesanato do Dondo contou com a participação de mais de 30 artesãos de cinco províncias, além de um número considerável de livreiros, gastrónomos e agricultores que mostraram o valor da sua actividade.

O evento visa, entre outros objectivos, sensibilizar sobre a necessidade urgente da identificação, reabilitação e salvaguarda da sabedoria, práticas e artes antigas do povo angolano.

Já a II edição da Feira Nacional de Artesanato contou com a presença de artesãos de 16 províncias, com a excepção da Lunda Norte e da Lunda Sul, e visou a preservação e valorização das escolas artísticas tradicionais, reintrodução do hábito do consumo do artesanato no quotidiano, o apoio ao turismo cultural e a transformação do artesanato numa fonte de rendimento para as comunidades.

Estes dois eventos levam aos criadores angolanos a responsabilidade de se esmerar, cada vez mais, para que, em cada ano, o seu produto ganhe a simpatia dos amantes da cultura, particularmente desta modalidade (Artesanato).

As obras de artesanato têm a particularidade de transmitir a beleza, os hábitos e costumes da região de onde o autor é natural. São cestos, instrumentos de pesca, imagens de animais selvagens e domésticos, com simbologias nacionais, elementos que representam uma determinada realidade sócio-cultural que o artesão deve dominar.

Quem aprecia atentamente uma obra artesanal apercebe-se da cultura de um povo. Logo, dada a relevância da promoção destas feiras por parte do Ministério da Cultura, resta-nos incentivar os responsáveis deste sector a prosseguir esta iniciativa.

A exemplo do Dondo e Luanda, o Mincult deve engajar-se, cada vez mais, para que noutras partes do país ocorram eventos desta índole com regularidade.

Só, deste modo, se vai perpetuar e transmitir continuamente às novas gerações a sua história, a par de outras manifestações culturais.