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22 Agosto de 2006 | 12h11

Jornalismo cultural deve contribuir para o progresso humano

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Ministro da cultura, Boaventura Cardoso

Foto: Foto Angop

Luanda, 23/08 - O ministro da Cultura, Boaventura Cardoso, afirmou terça-feira, em Luanda, que o jornalismo cultural deve, para além de contribuir para o progresso humano no país, enfatizar a urgência da preservação e promoção da riqueza da cultura angolana e africana.#

O governante fez estas declarações na cerimónia de abertura do seminário sobre jornalismo cultural que decorre nas instalações do Centro de Formação de Jornalistas (CEFOJOR), onde disse que nunca é demais recordar o grande papel que a informação joga no processo de socialização ou de endoculturação, contribuindo assim para a formação da auto imagem.

O ministro sustentou que a informação veicula necessariamente valores e símbolos que conformam o sistema cultural nacional.

Defendeu a mobilização de esforços no sentido de proporcionar, cada dia melhor, as condições ideais, humanas e técnicas para que os conceitos sobre a Cultura Angolana sejam correctamente discutidos, apreendidos e, finalmente, difundidos através dos canais da imprensa com clareza necessária à compreensão do grande público.

Na óptica de Boaventura Cardoso, tem que se aprimorar o domínio e conhecimentos dos conceitos sobre a cultura nacional e encontrar uma linguagem o mais consensual possível sobre tais conceitos. "Por conseguinte,o jornalista, de modo geral, deve estar preparado para decantar os fenómenos económicos e sociais e interpretar de forma correcta os fenómenos culturais", asseverou.

"É fundamental e imperioso que seja bem percebido o que se entende por dimensão cultural do desenvolvimento. Nos dias de hoje não podemos avançar economicamente isolando-nos das questões culturais. Deste modo e num outro ângulo da análise, o jornalismo que aborda a cultura e as artes deve participar igualmente no esclarecimento das populações, mostrando que é possível incorporar, na luta contra a pobreza, a cultura", enfatizou.

Defendeu por outro lado, a aposta no fomento e comercialização do artesanato nas comunidades em que tal era ao longo dos tempos uma tradição, assim como noutros espaços onde as condições humanas e os talentos se revelam.

O certame conta com a presença dos jornalistas culturais e visa dotar os profissionais de imprensa de conhecimentos sobre a matéria e a recolha de contribuições e o ponto de vista dos mesmos relativamente ao estado do sector.

Para a concretização dos objectivos preconizados, de acordo com o programa, o Mincult contará com os préstimos dos radialistas Joaquim Paulo, Amílcar Xavier, Luisa Fançony, Irineu Makayala e João Miguel das Chagas, bem como Luisa Rogério, Américo Gonçalves, Jomo Fortunato, ambos do Jornal de Angola.

Para falar de aspectos relacionados com a temática cultural, a organização convidou os escritores Jorge Macedo e Adriano Botelho de Vasconcelos, o artista plástico Álvaro Macieira e os especialistas António Fonseca e Adérito Quizunda como os principais interlocutores.

Durante dois dias serão afloradas questões sobre "Ensino do Jornalismo Radiofónico e as Perspectivas Culturais", "Os problemas da linguagem culturalno jornalismo angolano", " A importância das Línguas Nacionais na Comunicação Social", " Experiências do Jornalismo Cultural", "A Rádio comoCanal Privilegiado para Difusão da Cultura".

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