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02 Agosto de 2006 | 16h01

Produtor de Dona Kelly anuncia CD da cantora para Dezembro

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Phatar Mak, produtor musical

Foto: Foto Angop

Luanda, 02/08 - A produção da cantora angolana de hip-hop Dona Kelly prometeu hoje, na capital do país, fazer "das tripas coração" para poder concluir até Dezembro do ano em curso a gravação do primeiro CD da artista, com o título "Salve-se Quem Puder".

A pré-produção do trabalho iniciou-se há um ano e meio mas só agora deve chegar aos estúdios de captação, em Luanda, devendo seguir em Novembro para Portugal para ser gravada a derradeira canção, das 12 seleccionadas, provavelmente pelas mãos dos produtores Guto e Boss Ac, as referências da No Stress.

O facto foi anunciado à Angop pelo produtor musical de Dona Kelly, Phathar Mak, que disse estarem criadas as condições para o arranque das gravações na capital do país, acrescentando haver contactos avançados com os colegas de profissão residentes em terras lusas.

"A No Stress deve fazer apenas a produção de um tema, no qual teremos a participação de AC ou do Guto. Vamos lá ver se isso acontece. Já foi feito o primeiro contacto. Fizemos um intervalo, porque estou a agilizar aqui as coisas", disse.

O produtor considerou os cinco meses de trabalho como sendo suficientes para publicar um CD de qualidade à altura da autora (iniciada nas lides do rap por volta de 1997), tendo anunciado a sua edição na África do Sul.

Sem avançar eventuais editores e o nome dos demais artistas convidados para o projecto, disse estarem em ritmo crescente de produção, pois têm já concluídas as letras das canções.

"As composições estão todas feitas, embora saibamos que em todo disco surgem alterações por altura do trabalho de estúdio. Em termos de estrutura as coisas estão feitas. Já temos definidos os produtores desse trabalho, sendo Camilo Macunje, Paul G, Tito Olívio, Tampinha, Raiva, e provavelmente AC e Guto, ambos pela No Stress", salientou.

Disse pretender fazer um álbum completamente virado ao consumo imediato, ou seja, bom de se ouvir e dançar. "Não vai ficar pela parte lírica, pois contamos ultrapassar vários pólos e barreiras", avançou o também companheiro conjugal de Dona Kelly.

Muitas letras do CD devem ser de intervenção social, nas quais a autora vai lançar alertas às meninas sobre riscos em várias situações, explicou Phathar Mak, confessando não ter feito qualquer interferência directa na linha melódica da autora.

"Como artista, procuro o lado mais fácil das pessoas fazerem a sua música. Se repararem, verão que o álbum da Kelly e o meu não terão nada a ver. A minha linha é muito mais conservadora. O dela é uma música como estas que tocam muito nas rádios.

A inclusão da No Stress visa satisfazer a vontade da cantora e uma forma de buscar mais valia dentro desse produto, explicou, garantindo que se tiver o apoio pretendido poderá fazer tudo quanto pretende a equipa de produção.

"Há muita música. Já estamos naquela fase de seleccionar, mas penso que o disco terá mesmo 12 temas. Se alterar, talvez seja apenas uma, a mais ou a menos. Vamos trabalhar nessas músicas, às quais reservamos participações esplêndidas. A nossa meta é mesmo concluir o CD ainda este ano. Será uma frustração para nós se o trabalho não sair este ano, pois vai alterar toda a programação de 2007", referiu.

Phathar Mak reconheceu a complexidade do mercado discográfico angolano, em termos de venda, mas acredita ser o momento ideal para publicar o disco de estreia de Dona Kelly. Só assim, explica, vai corresponder às solicitações dos fãs da cantora.

"As pessoas já chateiam há muito tempo. Pedem o disco dela, porque ela é um símbolo do hip-hop feminino nacional, tal como Girinha. Há aquele desejo das pessoas terem o trabalho da cantora, para depois dizerem se ela vale mesmo o que dizem", concluiu.