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14 Março de 2013 | 09h00 - Actualizado em 14 Março de 2013 | 09h00

Morre líder do Khmer Vermelho julgado por genocídio no Cambodja

Cambodja

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Phnom Penh - O ex-ministro das Relações Exteriores do Khmer Vermelho, Ieng Sary, um dos líderes comunistas julgados no Cambodja por genocídio e crimes contra a humanidade, morreu nesta quinta-feira em um hospital, informou a imprensa estatal.
 

Ieng Sary, 87, era acusado junto com outros dirigentes de causar a morte de 1,7 milhão de pessoas nos expurgos e deportações promovidos durante o governo maoísta do Khmer Vermelho entre 1975 e 1979.
 

"Podemos confirmar que Ieng Sary morreu nesta manhã, após ser hospitalizado em 4 de março", indicou Lars Olsen, porta-voz do tribunal internacional da ONU, onde ele estava a ser julgado.
 

Outros acusados são o ex-chefe de Estado do Khmer Vermelho, Khieu Samphan,  e o antigo "número dois" e ideólogo do Khmer Vermelho, Nuon Chea, ambos também internados por problemas de saúde.

Completa a lista de acusados a esposa de Ieng Sary e ex-ministra de Assuntos Sociais, Ieng Thirith, que não sentará no banco dos réus devido ao Alzheimer de que padece.
 

Ieng Sary, conhecido por seu nome revolucionário de camarada Van, era cunhado de Pol Pot, "o irmão número um", e dirigiu a diplomacia do regime quando um quarto da população do seu país sucumbia aos expurgos, às políticas rurais que despovoaram as cidades, às doenças e à fome.
 

Nasceu em 1925 na aldeia de Loeung Va, na província vietnamita de Tra Vinh, segundo os dados do tribunal internacional que o julgava por crimes contra a humanidade, genocídio, homicídio, tortura e perseguição religiosa.
 

Ieng Sary desertou duas décadas depois da queda do Khmer Vermelho, nos anos 1990, e viveu entre Tailândia e Pailin, o território cambodjano governado por sua família, até que o tribunal internacional da ONU o deteve em 2007.
 

O chefe torturador do Khmer Vermelho, Kaing Guek Eav, conhecido como Duch, foi o primeiro acusado a ser julgado sozinho e condenado em 2012 à prisão perpétua por sua responsabilidade na morte de cerca de 16 mil pessoas no centro de detenção e torturas de Tuol Sleng, em Phnom Penh.
 

O Khmer Vermelho governou o Cambodja a partir de 1975 com o objetivo de instaurar um regime socialista rural de orientação maoísta, mas foi derrotado pelo Exército vietnamita em 1979.
 

O chefe supremo do Khmer Vermelho, Pol Pot, morreu em 1998 na selva do norte do Cambodja, onde dirigia a guerrilha maoísta.