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04 Outubro de 2012 | 10h39 - Actualizado em 04 Outubro de 2012 | 10h39

Obama e Romney fazem debate centrado na economia

EUA

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Denver, Colorado - O presidente americano, Barack Obama, candidato à reeleição pelo Partido Democrata, e o seu adversário, o republicano Mitt Romney, se enfrentaram na noite de quarta-feira no primeiro de três debates presidenciais transmitidos pela TV.

              
O candidato republicano surpreendeu ao partir para a ofensiva contra o presidente Barack Obama e, segundo algumas pesquisas, venceu o primeiro debate.
              
A 33 dias das eleições, Romney exibiu com contundência os seus argumentos económicos ante um Obama que se mostrou discreto, apesar de ter tentado descrever o rival como um partidário dos cortes de impostos para os mais ricos.

              
"O presidente tem uma visão muito similar a que tinha quando concorreu há quatro anos: a de um governo mais importante, com mais impostos, mais regulamentações", criticou Romney.

             
"Alguém acredita que o grande problema que tivemos era o de que havia muito controle e regulamentação de Wall Street? Se você acredita, então o governador Romney é seu candidato", respondeu Obama.

              
Romney atacou o balanço de quatro anos do governo de Obama, que chamou de fracasso, enquanto Obama recordou como estava o país quando chegou ao poder, em janeiro de 2009.

              
Uma pesquisa do canal CNN mostrou que 67% dos telespectadores adultos consideraram o republicano como o vitorioso do debate, contra 25% para Obama.
              
Outra pesquisa rápida do canal CBS mostrou uma vantagem de dois para um a favor de Romney.
              
Os dois candidatos debateram durante 90 minutos na Universidade de Denver, no Colorado, e se concentraram em suas propostas económicas para os próximos quatro anos.
              
Ao ingressar no palco, os candidatos apertaram as mãos e fizeram, cada um, uma apresentação de dois minutos. Obama aproveitou a ocasião para cumprimentar sua esposa, Michelle, pelo aniversário de 20 anos de casamento. Romney brincou com o oponente, ao afirmar que não havia local melhor para celebrar a data: num debate, com ele.

              
Nos primeiros minutos, Romney falou sobre os seus planos de criar empregos ajudando os pequenas negócios e, em uma primeira investida, acusou o presidente de prejudicar a economia.

              
"Estou preocupado que o caminho que estamos a seguir seja infrutífero", disse Romney, em seus comentários iniciais, prometendo: "vou restaurar a vitalidade que fará a América voltar a funcionar".
              
Romney acusou Obama de pressionar pela aprovação de regras "excessivas" que atravancaram a indústria americana e retardaram o crescimento em sectores económicos chave.
              
"Em algumas leis aprovadas durante o mandato do presidente, viu-se que a regulamentação se tornou excessiva e isto feriu a economia", afirmou.
              
O republicano também defendeu mais tratados de livre comércio, especialmente com a América Latina.
              
"Abrir o comércio, particularmente na América Latina; enfrentar a China quando fizer trapaça", disse ao mencionar o seu plano de recuperação económica de cinco etapas. Os outros pontos são independência energética, educação, orçamento federal equilibrado e apoio às pequenas empresas.
              
A proposta de mais tratados de livre comércio com a América Latina foi citada por assessores de Romney como uma possibilidade nos primeiros 100 dias de um governo republicano.
              
Obama ironizou o adversário de supostamente voltar atrás em seu plano de cortes amplos de impostos, no primeiro momento tenso do debate.
              
"Bem, nos últimos 18 meses, ele defende este plano tarifário e agora, cinco semanas antes das eleições, ele diz que esta sua ideia audaciosa 'não tem importância'" destacou Obama, depois que Romney negou que seus planos aumentariam o déficit do orçamento federal.
              
Romney, por sua vez, acusou Obama de dar ideias falsas sobre seu plano de redução de impostos.
              
"Virtualmente tudo o que ele disse sobre o meu plano de impostos é impreciso", garantiu Romney, desmentindo uma afirmação do presidente de que planeje um corte de impostos de USD 5 triliões, ao lado de um aumento de gastos militares.
              
"Se o plano de impostos que ele descreveu fosse um projeto que me pedissem para apoiar, eu diria, 'absolutamente não'. Não pretendo fazer um corte de impostos de USD 5 triliões. O que eu disse é que não implantarei um corte de impostos que aumente o déficit", acrescentou.
              
Romney lembrou que "a Espanha gasta 42% de sua economia com o governo. Neste momento, nós estamos gastando 42% de nossa economia com o governo, e eu não quero seguir o caminho da Espanha, eu quero seguir o caminho do crescimento, que coloque os americanos para trabalhar, com mais dinheiro (nos cofres públicos) porque estão trabalhando".
              
"A ideia de criar mais impostos para a população quando não há empregos é errada. Não se consegue equilibrar o orçamento com aumento de impostos".
              
Obama rebateu afirmando que para reduzir o déficit sem elevar impostos, Romney teria que cortar os gastos com escolas e a saúde.
              
"Agora, se você assume uma abordagem desequilibrada como esta, então isto significa que você vai devastar nossos investimentos em escolas e educação", disse Obama.
              
"Efectivamente, isto significa um corte de 30% no programa primário que mantemos para idosos em abrigos, para crianças com necessidades especiais e esta não é a estratégia correcta a seguir", acrescentou.
              
Em suas considerações finais, Mitt Romney disse que se Obama for reeleito, ele introduzirá uma era de redução de renda interna e desemprego crônico.
             
"Se o presidente for reeleito, vocês verão um achatamento da classe média", afirmou Romney. "Vocês verão desemprego crónico - 43 meses seguidos com desemprego acima de 8%", emendou.
             
Obama concluiu com a promessa de seguir lutando pelas famílias de classe média nestes tempos económicos difíceis.
              
"Há quatro anos disse que não era um homem perfeito, que não seria um presidente perfeito, e isto é, provavelmente, uma promessa que o governador Romney pensa que mantive. Mas também prometi que lutaria a cada dia pelo povo americano, pela classe média e por todos que se esforçam, e mantive esta promessa. Se votarem em mim, prometo que lutarei duro neste segundo mandato".
              
Romney foi mais agressivo e incisivo na maior parte do debate, diante de um Obama muito prudente.
              
Obama e Romney voltam a se enfrentar em outros dois debates antes das eleições de 6 de novembro.