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14 Maio de 2012 | 17h24 - Actualizado em 14 Maio de 2012 | 17h24

Carta de Netanyahu menciona criação de Estado palestiniano

Israel

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Jerusalém - O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, comprometeu-se numa carta entregue no sábado ao presidente palestiniano Mahmud Abbas a estabelecer um Estado palestiniano desmilitarizado, pela primeira vez num documento oficial, informou nesta segunda-feira o jornal Haaretz.


Segundo o correspondente diplomático do periódico, que cita uma fonte que consultou a carta, cujo conteúdo não foi publicado, nela é mencionado um compromisso de criar um Estado palestiniano desmilitarizado junto a Israel no âmbito de uma solução negociada.


O jornalista Barak Ravid ressalta que, embora tal compromisso já tenha sido evocado por Netanyahu no seu discurso na universidade de Bar-Ilan, em Junho de 2009, e durante um discurso perante o Congresso americano em Maio de 2011, é  a primeira vez que o escreveu claramente num documento oficial.


Um responsável israelita que manteve anonimato lembrou que esta posição foi demonstrada em muitas ocasiões e lembrou as expressões de Netanyahu no sentido de que o eventual Estado palestiniano seria desmilitarizado.


A nota de Netanyahu, que responde a uma carta sobre os fundamentos do processo de paz que o presidente palestiniano enviou no dia 17 de Abril, foi entregue por seu emissário Yitzhak Molcho a Abbas em Ramallah no sábado à noite.


Num comunicado conjunto no término do encontro, as duas partes declaram-se "comprometidas a conquistar a paz" e "esperam que este intercâmbio de cartas contribua".


Segundo um responsável iraniano citado pelo Haaretz, a carta de Netanyahu convoca um reinício imediato das negociações "sem condições prévias", ou seja, uma rejeição das exigências palestinianas, mas não contém novas proposições.


Na sua carta, o presidente palestiniano convoca Israel a reiniciar as negociações de paz sobre a base das fronteiras de antes de Junho de 1967, com "intercâmbios de território menores e acordados mutuamente", e a suspender previamente a colonização.