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28 Julho de 2007 | 04h13

Família desempenha papel preponderante na educação moral e cívica da juventude

Luena

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Luena, 28/07 – A família desempenha um papel preponderante no processo da educação moral e cívica da juventude, na perspectiva da mudança de comportamento e atitude para assumir uma nova postura na sociedade, constatou hoje a Angop, no Luena.

A percepção foi defendida durante uma sondagem realizada pela Angop esta semana no Luena, aos responsáveis das instituições governamentais, membros da sociedade civil, líderes comunitários, políticos, entidades religiosas e autoridades tradicionais.

A propósito, o procurador da diocese do Luena, o padre José João Tchissuale Isaac considerou a família como a primeira escola, onde uma pessoa deve obter os princípios da educação moral e cívica.

O sacerdote da igreja católica lamentou o facto de nos últimos tempos a maioria da família se encontrar a viver separada de seus cônjuges, e como consequência os filhos crescerem com má educação, por falta de acompanhamento dos pais.

O director provincial do Instituto Nacional de Criança (INAC), Angelino Lilo, opinou que a juventude angolana para ser bem acompanhada, informada e educada é indispensável o papel dos órgãos de comunicação social, nomeadamente a Rrádio Nacional de Angola, Televisão Pública e a imprensa escrita.

Defendeu a necessidade de incutir na mente da juventude o hábito de acompanhar os programas nacionais, aos invés de estar a imitar comportamentos e atitudes dos países europeus, asiáticos e americanos reportados através das telenovelas.

" Isto permitirá que a juventude conheça a realidade do continente africano, do país (Angola) e da família, pois conduz ao nascimento de uma boa amizade e da própria familiaridade com as pessoas com quem convive no seu quotidiano", defendeu.

Elogiou a introdução em todos os estabelecimentos escolares de aulas de educação moral e cívica como uma disciplina curricular a semelhança das escolas dos velhos tempos baseadas na cultura religiosa, onde transmitiam o comportamento ideal que as pessoas devem ter em casa, no local de trabalho e no convívio social.

O director do INAC admitiu que caso haja uma intervenção dos pais, escolas, igrejas, meios de comunicação social , no verdadeiro sentido educacional, o país pode recuperar rapidamente os valores morais perdidos durante o período do conflito armado.

Para tal, sugeriu, o governo deve oferecer aos jovens os melhores mecanismos que visam retira-los da situação crítica em que se encontram por falta de orientação, para outra mais aprazível, mas primando a cima de tudo pela questão da família.

Por seu turno, a coordenadora da comissão diocesana (PROMAICA) afecta à igreja católica, Maria Gabriela, referiu que já é momento de se implementar programas educativos sobre a moral e o civismo para corrigir os actos repugnantes e condenáveis cometidos na maioria das cidades angolanas.

Para ela, este tipo de actividades pode mudar a mentalidade da juventude para torná-la mais coerente e disciplinada, evitando atitudes como as registadas com maior frequência no dia a dia, onde os jovens faltam respeito aos mais velhos.

Ressaltou que a educação deve começar nos lares, sendo os pais como principais guias. Considerou que, em parte, a elevação do mau comportamento dos jovens está relacionado com a má interpretação dos conteúdos das novelas exibidas pela televisão.

Assim, aconselhou os pais e outros encarregados de educação a promoverem sentadas para sessões de sensibilização com a família para troca de impressões e transmissão de conhecimentos e boas maneiras de convivência.

O segundo secretário provincial da associação dos professores angolanos no Moxico (APA), Dinis Chipema, disse que a educação deve partir do meio familiar, a partir de tenra idade até a idade pré-escolar.

Entretanto, explicou, a escola existe apenas para complementar o trabalho feito pelos pais e dos encarregados de educação, eliminando aspectos negativos que visam contrapor as boas maneiras de relacionamento e convivência.

Recomendou que os pais devem acompanhar e conversar sem vergonha com os filhos, esclarecendo o efeito negativo que pode representar a falta de moralidade e civismo na convivência entre as pessoas.

Enquanto isso, o secretário para informação do comité provincial do MPLA no Moxico, Armando Angelino, disse que o trabalho sobre a educação moral e cívica da juventude joga um papel de extrema importância no resgate dos valores sócio culturais dos cidadãos.

Para o dirigente político, uma pessoa com noções de moral e civismo respeita a identidade, valoriza a sua formação, a vida comunitária, o sentimento patriótico, a solidariedade, a justiça social e a auto estima.

Referiu que, depois do conflito armado que assolou o país, agora é a oportunidade da sociedade poder participar no processo de educação da juventude para que sejam restituídos os valores perdidos.

Na ocasião, atribuiu a responsabilidade de incutir as boas maneiras à juventude de toda a sociedade, com destaque para os diferentes níveis familiares, a escola, igrejas, organizações juvenis politicas, organizações não-governamentais, entre outras.

“ Onde há vida há esperança, nada está perdido, pois, o país está a voltar à normalidade”, frisou o secretário para informação, acrescentando que da mesma forma que se está a reconstruir o país, também é possível recuperar o sentimento patriótico e cívico dos cidadãos.

Na mesma senda, o secretário provincial do Partido de Renovação Social (PRS), Lopes Sachata, exortou as distintas comunidades a engajarem-se na tarefa de educação moral e cívica para corrigir as ideias malignas apresentadas constantemente pela juventude, por falta de moral patriótica, o que, segundo ele, leva os jovens ao ponto de destruírem um bem público.

O psicólogo Giovani Mendes considerou a educação moral e cívica como uma disciplina chave em qualquer escola do mundo na formação das novas gerações.

Lembrou que uma sociedade sem princípios, ética e valores humanos seria um desaire. Por este facto, ressaltou, só assumindo esta disciplina o país poderá formar grandes profissionais com princípios éticos e valores humanos.

Aconselhou os pais a evitarem práticas indecorosas como violência doméstica no lar, mandar os filhos comprar bebidas alcoólicas, cigarros, ao invés de ensinar a cantar o hino nacional, a respeitar as cores da bandeira e explicar a importância do 11 de Novembro, data da proclamação da independência nacional.