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16 Setembro de 2011 | 06h55 - Atualizado em 16 Setembro de 2011 | 06h55

Reforma Educativa regista vantagem na aplicação dos métodos de ensino

Educação

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Luanda – O Processo de Reforma Educativa em curso no país regista várias vantagens, comparativamente ao anterior sistema, principalmente no que toca à aplicação dos novos métodos e conteúdos curriculares, disse hoje (sexta-feira), em Luanda,  o director pedagógico da escola número 633, Kambamba Manuel.

Em declarações à Angop sobre a reforma educativa, o director pedagógico da instituição de ensino localizada na comuna de Neves Bendinha, no município do Kilamba Kiaxi lembrou que outra vantagem é o carácter mono-docente que se regista actualmente, em certas classes, como a 5ª e 6ª classes, o que permite que um único docente explique, acompanhe e avalie melhor o desempenho de uma determinada turma ao seu dispor.

Disse que na actual metodologia, o docente tem facilidade de detectar as debilidades de cada discente e, pode, pedagogicamente, adoptar formulas para recuperar as fraquezas do aluno, o que era difícil acontecer no sistema anterior, onde numa só turma intervinham vários professores.

"No sistema anterior em que era necessário o concurso de vários professores numa só classe, foi sempre notória essa desvantagem (duplicidade de docentes), uma vez que, só a ausência de um docente dificultava, o processo de ensino", reconheceu, frisando que este ano lectivo, a escola que dirige vai avaliar o processo com a transição dos alunos da 6ª para 7ª classe.

Reconheceu que para as turmas de experimentação, na sua escola, alguns manuais (não especificados) chegaram tardiamente, além de que foram insuficientes, o que criou algumas dificuldades no acompanhamento dos programas.

Afirmou que algumas lacunas encontradas nos novos manuais têm sido comunicadas à direcção da educação e ao Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento da Educação (INIDE), com vista a sua correcção.

Apontou como uma desvantagem do novo sistema de educação e ensino a 1ª classe que surge como de transição obrigatória e coloca, em alguns casos, muitos constrangimentos na 2ª, tida como classe de exame.

Para si, deveria haver condições, em todas escolas, de instalação dos chamados "jardins escolares" que se encarregariam de receber as crianças no primeiro contacto com o "mundo do saber", antes da sua inscrição no ensino primário.

No que toca à avaliação do sistema em si, disse que no caso da escola que dirige o processo está na fase final. "Nós vamos concluir, este ano a 6ª classe, que é a última ao nosso escalão.

Já fizemos a experimentação, generalização e agora estamos no período de avaliação referente ao nosso nível", afirmou, indicando que a 7ª classe pertence ao primeiro ciclo do ensino secundário.