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04 Novembro de 2004 | 18h21

Facilidade ao trabalho consta das vantagens da reforma educativa

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Luanda, 04/11 - O director nacional para o Ensino Técnico Profissional, Emílio Leôncio, disse hoje, em Luanda, que uma das vantagens da reforma educativa, em curso no país, é a facilidade do acesso ao mercado do trabalho por parte dos alunos do primeiro ciclo do ensino secundário, que inclui a sétima, oitava e nona classes.

Emílio Leôncio, que dissertava no seminário especializado sobre Educação para Comunicação Social, no qual falou acerca do Programa de Estruturação do Ensino Técnico-Profissional, considerou este nível essencial para o desenvolvimento sócio-económico do país.

Segundo o director, o aluno, ao atingir o primeiro ciclo, passará a receber uma formação mais completa e eficaz, que lhe vai permitir estar habilitado de conhecimentos teóricos e práticos, os quais dão acesso a qualquer tipo de trabalho, bem como adaptar-se facilmente ao ensino superior.

Acrescentou que como novidade, o primeiro ciclo vai contar com uma nova disciplina denominada Formação de Atitude Integrada (FAI), onde o aluno terá de apresentar trabalhos de investigação sobre a profissão que pretende seguir, os quais serão entregues em instituições correspondentes para a definição da sua inserção no mercado profissional.

Do ponto de vista global, Emílio Leôncio salientou que este método vaicontribuir na aprendizagem do aluno, sobretudo, na maneira de ser e estar na sociedade e poder definir ou criar espectativas para o futuro.

"Relactivamente aos projectos para a reforma a nível geral, o Ministério da Educação (MED) pretende criar gabinetes, oficinas e laboratórios nas escolas, por forma a tornar mais dinâmico o ensino e preparar os estudantes devidamente" - adiantou.

Referiu que se pretende ainda assegurar a capacidade dos professores em termos de pedagogia.

De igual modo, o interlocutor sublinhou que o MED está a promover algumas inovações com sentido criativo, com destaque para a implementação de cursos organizados por áreas de formação, disponibilização de manuais para cada disciplina e a introdução de um sector disciplinar integrador de temas actuais.

Anunciou que já se pensa também na formação de professores para estarem capacitados a lecionar em qualquer nível, além do aumento dos corpo docente e do apetrechamento de laboratórios com equipamentos apropriados para a preparação profissional do estudante.

As dificuldades financeiras e a elaboração dos manuais escolares previstos são, para Emílio Leôncio, os principais problemas e aspectos a serem melhorados, embora o ensino técnico-profissional carece de investimento muito diferente do ensino geral.

O director considerou complexo e ambicioso o esforço do projecto da reforma educativa, que vai até 2012, envolvendo 12 escolas e 30026 alunos.

Promovido pelo Ministério da Educação, o seminário dirigido ajornalistas de diferentes órgãos de comunicação social iniciou-se quarta-feira e encerra na sexta-feira.

A reforma educativa tem quatro fases: As duas primeiras fases, de experimentação, avaliação e correção, iniciaram-se em 2004; a terceira, que visa a generalização, será aplicada a partir de 2006, e a quarta e última, de avaliação global, em 2012.