Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

25 Março de 2013 | 21h33 - Atualizado em 26 Março de 2013 | 16h10

Convite para Angola na reunião dos emergentes representa sinal de esperança

Economia

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Luanda – O convite formulado a Angola para participar nesta terça-feira, em Durban, África do Sul, na reunião dos países membros da BRICS representa um sinal de esperança de que estes países contam num futuro próximo com a participação de Angola nos desafios mundiais, afirmou hoje, em Luanda, o economista Afonso Chipepe.

Afonso Chipepe, que falava à Angop a propósito da reunião dos Chefes de Estado e Governo dos cinco países membros da BRICS (Brasil, China, Rússia, Índia E África do Sul) que inicia terça-feira, na África do Sul, afirmou ser ainda um sinal que se dá ao país no sentido de continuar a reformular as suas políticas comerciais e também aceitar o desafio que começa com a sua entrada no mercado livre da SADC.

Ao referir-se as vantagens da participação de Angola na reunião, adiantou que o país devia aproveitar os exemplos de factores que impulsionam a expansão económica de cada um dos países que compõem o BRICS, assim como os problemas que podem atrapalhar o crescimento destes.

Para o economista, Angola deve diversificar o seu parque industrial, através da exploração das grandes reservas minerais que o país possui, como o petróleo e o gás natural.

Referiu que a economia angolana tem demonstrado um grau de dinamismo expressivo, embora variado relativamente ao seu desempenho, comparativamente a dos países dos BRICS.

“Temos um desempenho comparativamente baixo, não obstante no cenário internacional Angola ter um peso diferenciado crescente, na medida em que a nossa economia apresenta algumas peculiaridades, seja por seu tamanho, seja pelo seu dinamismo.

Em economia, BRICS é um acrónimo que se refere aos países membros fundadores do grupo BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China, que juntos formam um grupo político de cooperação.

Em 14 de Abril de 2011, o "S" foi oficialmente adicionado à sigla BRIC para formar o BRICS, após a admissão da África do Sul (em inglês: South Africa) ao grupo.

Os membros fundadores e a África do Sul estão todos em um estágio similar de mercado emergente, devido ao seu desenvolvimento económico.

É geralmente traduzido como "os BRICS" ou "países BRICS" ou, alternativamente, como os "Cinco Grandes".

Apesar do grupo ainda não ser um bloco económico ou uma associação de comércio formal, como no caso da União Europeia, existem fortes indicadores de que "os quatro países fundadores do BRIC têm procurado formar um "clube político" ou uma "aliança", e assim converter "seu crescente poder económico em uma maior influência geopolítica." Desde 2009, os líderes do grupo realizam cúpulas anuais.

Analistas em economia argumentam que, estas nações, uma vez que estão em rápido desenvolvimento, em 2050, o conjunto das suas economias podem eclipsar o conjunto das economias dos países mais ricos do mundo actual. Os cinco países, em conjunto, representam actualmente mais de um quarto da área terrestre do planeta e mais de 40% da população mundial.

Em 16 de Junho de 2009, os líderes dos países do BRIC realizaram sua primeira reunião, em Ecaterimburgo, e emitiram uma declaração apelando para o estabelecimento de uma ordem mundial multipolar. Desde então, os BRIC realizam cúpulas anuais e, em 2011, convidaram a África do Sul a se juntar ao grupo, formando o BRICS.