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21 Abril de 2012 | 13h13 - Actualizado em 21 Abril de 2012 | 13h13

Administradora do Buco-Zau mostra-se preocupada com a falta de instituições bancárias

Cabinda

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Cabinda - A administradora do município de Buco-Zau, Marta da Conceição Lelo, mostrou-se hoje (sábado) preocupada com a falta das instituições bancárias na sede do municipio que dista cerca de 120 km a norte de Cabinda, visando revitalizar a vida socioeconómica e o desenvolvimento da região.

Em declarações hoje à Angop, Marta da Conceição Lelo disse que a situação é “muito preocupante com a falta de balcões dos bancos representados na cidade de Cabinda no Buco-Zau”.

Sublinhou que os constrangimentos são vários a iniciar pelos riscos para o levantamento dos valores que só se pode fazê-lo na sede da cidade de Cabinda percorrendo mais de 100 km.

“Para um cidadão atender ou resolver uma situação de óbito, uma emergência de família ou de saúde, aquisição de medicamentos, compra de combustíveis e outros deveres do homem se não fizer provisões antecipadas ou seja poupanças em casa, deve obrigatoriamente percorrer estes 120 km e por vezes não encontra dinheiro nos multi-caixas o que agrava ainda a situação. Porque...não temos esses bancos no município, lamentou.

Marta Lelo disse que no ano de 2008 em colaboração com o governador cessante, Anibal Rocha, foram envidados esforços no sentido de se construir uma dependência do BPC tendo a administração local cedido terreno para o mesmo fim.

“Até agora nunca houve sinal”, lamentou, para mais adiante sublinhar que” em 2009 tornamos a manter contactos com conhecimento do presidente do conselho de administração do BPC que na altura tinha garantido que o ano de 2011 iria ser inaugurada o balcão do BPC em Buco-Zau, tudo depois do lançamento da primeira pedra que daria o arranque da obra do edifício na sede da Vila”, indicou.

A administradora disse ainda que essa situação é inquietante tendo em conta a bancarização hoje dos salários dos trabalhadores da função pública, criando assim grandes embaraços no exercício da actividade nestes sectores.

“Porque cada um deseja deslocar-se a Cabinda para buscar seu dinheiro nos bancos onde são bancarizados os seus salários e isso me preocupa bastante. Por isso, pedimos às direcções centrais dos Bancos para que possam instalar seus balcões no Buco-Zau. Há estabilidade e segurança para todos”, exortou.

Fez ainda menção de sublinhar que grande parte dos empresários se sentem descapitalizados por ausência de clientes que têm feito as suas compras e outras aquisições na cidade de Cabinda evitando transportar muitos valores para a sua zona de origem.

“Isso influência muito no fraco desenvolvimento do município. Os empresários e agentes comerciais fazem poucas receitas porque cada um que levanta seu dinheiro em Cabinda faz suas compras lá e aqui o comércio está estagnado não há procura, disse.

O município de Buco-Zau tem uma população estimada em mais de 40 mil habitantes. Têm uma rede comercial em crescimento e zonas turísticas a ganhar outro alento. É a zona centro maiombe onde a classe empresarial madeireira exerce a sua actividade de exploração florestal.

Para além do comércio e a exploração de madeira, as populações dedicam-se também a caça, pesca e agricultura.

Em Cabinda existem representadas 11 agências bancárias nomeadamente, BAI, BPC, BCA, Millenium, TOTTA e Açores, BNI, BESA, BIC, SOL, BFA e BMF.

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