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08 Junho de 2011 | 17h15 - Atualizado em 08 Junho de 2011 | 19h22

IDF identifica províncias com maior desflorestação

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Director geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Tomás Caetano

Foto: ANGOP

Luanda – A desflorestação no país é mais intensa nas províncias do Huambo, Bié, Huíla, Bengo, Zaire e Uíge, disse hoje, em Luanda, à Angop, o director geral do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Tomás Caetano.

Segundo o responsável, uma das causas deste fenómeno deve-se ao regresso massivo das populações às suas áreas de origem, onde estão a praticar agricultura itinerante que aos poucos está a afectar as florestas, prejudicando os respectivos recursos. 

Considerou que as queimadas no norte e no leste são fenómenos frequentes, trazendo consequências, como a destruição dos ecossistemas, infertilidade dos solos, a emigração dos animais, contribuí para a desflorestação, situação que faz com que os solos estejam descobertos e que haja processos de erosão.                   

Para se evitar ou diminuir práticas do género, Tomás Caetano disse que o Governo continua a trabalhar na sensibilização da população sobre as consequências que podem causar a desflorestação.

“Principalmente nas regiões centro e sul, em que as pessoas que não têm áreas de produção agrícola, voltam-se para a produção de carvão para o seu sustento”, considerou o director-geral do IDF.

Quanto às quantidades de hectares afectados por queimadas, o responsável disse que só será divulgada logo que se termine o projecto inventário florestal.

Avançou que, com ajuda da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), foram elaboradas politicas nacionais de florestas, faunas selvagens e áreas de conservação, em que foi aplicada a metodologia participativa, e contou com a participação de mais de mil e 500 pessoas.

Foram ainda realizados encontros regionais onde participara autoridades tradicionais, científicas e técnicos, que culminou com o documento sobre políticas florestal e das áreas de conservação, o que considerou de uma directriz política do que vai ser o sector florestal ao longo prazo.

Para se evitar a desflorestações, o responsável disse que a actividade deve ser participativa.