Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Economia

30 Abril de 2010 | 22h44 - Actualizado em 30 Abril de 2010 | 22h44

Crescimento económico deve traduzir-se em desenvolvimento humano

Governo

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Luanda – O ministro de Estado e da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, disse hoje, em Luanda, que o crescimento económico que o país vem a registar nos últimos anos deve traduzir-se em Desenvolvimento económico e social sustentável.

Ao falar na sessão de encerramento da conferência sobre Micro-crédito, que teve como oradores a primeira dama da República, Ana Paula dos Santos, e o economista do Bangladesh e prémio Nobel da Paz, Muhammad Yunus, o ministro salientou que Angola apresenta ainda índices de desenvolvimento humano baixos, com uma percentagem importante da população a viver em extrema pobreza.

Segundo Manuel Júnior, existem ainda vários desequilíbrios sociais e regionais que devem ser superados, daí a necessidade de se apostar no micro-crédito por desempenhar um papel importante no combate à pobreza.

Para o governante, o micro-crédito constitui uma poderosa ferramenta de combate à pobreza e da prossecução dos objectivos do Millennium, referente à redução substancial da pobreza até 2015.  

Segundo observou, uma das principais características do subdesenvolvimento é a fraca capacidade interna de poupança e acumulação de capital, constituindo deste modo o ciclo vicioso da pobreza.

Do ponto de vista económico, disse, o micro-crédito constitui um instrumento de mobilização de poupança interna em prol do investimento produtivo, pela característica que tem os beneficiários de financiarem os seus postos de trabalho, num verdadeiro processo promotor da auto iniciativa e empreendedorismo.

O ministro da coordenação económica disse que outro contributo que o micro-crédito poderá dar é ajudar no processo de formalização da actividade do sector informal, em especial ao processo de bancarização da economia.

De acordo com o governante, a integração gradual do sector informal em circuitos comerciais e bancários, assim como o acompanhamento que os beneficiários recebem dos financiadores de micro-crédito, o manuseamento básicos e os procedimentos bancários fáceis constituem um ponto de partida para o aumento da rede de clientes das instituições financeiras, um elemento essencial de uma economia moderna.

A conferência, cujo orador principal foi o economista do Bangladesh, Muhammad Yunus, considerado “o percursor do micro-crédito”, foi organizada pela empresa angolana de formação, consultoria e realização de eventos “International Talents”.

Realizado com o apoio do Fórum dos Jovens Empresários, revista Exame, semanários Económico e O País, o evento visa a análise do mercado económico actual, apreciação dos factores de impacto e de eficácia do micro-crédito.

A obtenção de experiências de Muhammad Yunus sobre os modelos de concessão de micro-crédito em países com realidades diferentes, explicações sobre a importância do micro-crédito na criação, promoção dos empreendedores, constituíram igualmente os objectivos do encontro.

Assuntos Angola  

Leia também