Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » África

24 Setembro de 2013 | 19h47 - Actualizado em 25 Setembro de 2013 | 09h33

Grandeza do território e cobiça de riquezas como empecilho para paz na RDC

A extensão do território da República Democrático do Congo (RDC), a diversidade de grupos étnicos, a cobiça das riquezas naturais pelos congoleses, Estados vizinhos e por países ocidentais foram apontadas hoje (terça-feira) , em, Luanda, pelo docente universitário Benedito Sipandeni como empecilhos para a busca da paz douradora naquela nação do continente africano.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Docente universitário, Benedito Sipandeni

Foto: angop


Sipandeni defendeu este ponto de vista quando foi entrevistado pela Angop para se debruçar sobre as conversações que estão a decorrer, desde o dia 7 de Setembro último,  em Kinshasa, para a solução da crise naquele país vizinho de Angola.

A fonte sublinhou que além das concertações entre o governo e a oposição, estão também em curso negociações em Kampala, capital do Uganda, sob a égide do Presidente Yoweri Museveni que abrem uma janela de oportunidades para a pacificação do leste da RDC, já que participa nelas o M23 que é o grupo armado mais activo naquele país.

Acrescentou que estas negociações já tiveram lugar desde o início do ano , mas foram interrompidas, devido o reinício dos combates naquela região entre as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC), apoiadas pelas tropas das Nações Unidas   (MONUC), como protectoras das populações da região, principalmente a cidade de Goma e a rebelião do 23 de Março (M23).

Embora haja alguns percalços no caminho da paz na RDC, o professor da técnica e tecnologias de informação entende que a disponibilidade manifestada pelo M23 de conversar com o governo congolês já é um passo para a resolução do conflito naquela região, embora se coloca um senão, porquanto operam naquela região mais grupos armados como os Mai-Mai e outros ligados ao antigo exército do Rwanda.

“Tem ainda um outro grupo armado mais activo na região que actua não só na RDC mas também noutros países vizinhos que é Exercito da Libertação do Senhor (LRA - sigla em inglês), do guerrilheiro ugandês,  Joseph Kony”, realçou.

Na sua opinião, a presença destes grupos no leste do Congo democrático ainda pode ser um empecilho para a paz definitiva do hoje segundo maior país do continente africano, depois do desmembramento do Sudão em dois Estados soberanos.

Indagado se o Rwanda e Uganda estão interessados na paz no Congo já que são acusados pela ONU de apoiarem a rebelião do M23, a fonte frisou que todos estes Estados são soberanos e o Rwanda mantém uma fronteira comum com a RDC, cujos limites foram herdados aquando da Conferência de Berlim, realizada entre 19 de Novembro de 1884 a 26 de Fevereiro de 1886, com objectivo de organizar a forma e as regras, da ocupação de África pelas potências coloniais.

Ressaltou que esta ocupação e divisão não respeitaram, nem a história nem as relações étnicas e mesmo familiares dos povos deste continente, pondo em causa a unidade das populações o que tem estado hoje na origem de muitos conflitos inter-étnicos em África.

Sublinhou que paz entre o Congo e o Rwanda só pode prevalecer quando se desvanecer os interesses de um invadir ou ocupar outro país, realçando que para o bem de ambos deve prevalecer a convivência pacífica entre os dois Estados, até porque o continente africano tem uma herança pesada dos povos divididos a meio a viver em dois ou mais países.

Por isso, há uma necessidade de todos esses povos harmonizarem-se como acontece em outras regiões do continente que tiveram a mesma situação.

Assuntos RDCongo  

Leia também
  • 23/05/2014 19:35:30

    RD Congo:TPI condena ex-chefe de milícia Katanga a 12 anos de prisão

    Haia, - Os juízes do Tribunal Penal Internacional (TPI) condenaram, nesta sexta-feira, a 12 anos de prisão o ex-chefe de uma milícia congolesa, Gemain Katanga, por cumplicidade na aniquilação de um povoado da República Democrática do Congo em 2003.

  • 12/05/2014 09:42:48

    Morre no Rwanda ex-comandante militar congolês Jules Mutebusi

    Kinshasa - O coronel Jules Mutebusi, ex-chefe de guerra que participou da breve tomada de Bukavu, em 2004, uma importante cidade do leste da República Democrática do Congo (RDC), morreu no Rwanda, noticiou neste domingo uma fonte da família.

  • 28/04/2014 16:28:12

    Acidente ferroviário no leste da RDC causa 74 mortos, segundo último boletim

    Lubumbashi, - A tragédia ferroviária ocorrida na última terça-feira no sudeste da República Democrática do Congo (RDC) deixou 74 mortos, de acordo com um novo boletim provisório divulgado domingo pelo ministro congolês da Saúde, Félix Kabange Mukwapa, escreve Marc Jourdier para AFP.

  • 25/04/2014 08:47:17

    Pelo menos 50 pessoas morrem em acidente de comboio

    Kinshasa - Pelo menos 50 pessoas morreram e 160 ficaram feridas no descarrilamento de um comboio na terça-feira, no sudeste da República Democrática do Congo (RDC), de acordo com um registo divulgado quinta-feira.