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11 Junho de 2012 | 18h58 - Actualizado em 11 Junho de 2012 | 19h40

Embaixador em Rabat defende dinamização da CEN-SAD

Guiné - Bissau

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Bandeira da Guiné - Bissau


   
Rabat- O embaixador da Guiné-Bissau em Rabat, Bubacar Ly, admitiu hoje (segunda-feira) que a Comunidade de Estados do Sahel e do Sahara (CEN-SAD) tem sido "discreta", mas considerou que pode tornar-se "mais dinâmica" após a reforma em curso. 

 
   
A Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe são os dois países africanos de língua oficial portuguesa que fazem parte da CEN-SAD, uma organização regional que agrupa 28 países africanos e tem como objectivo promover a cooperação tendo em vista o desenvolvimento económico de uma região marcada pela instabilidade política.  

 
   
Impulsionar o comércio externo, facilitar comunicações e transportes entre os estados-membros e o reforço da paz e da segurança são outras ambições da CEN-SAD, que tem a sua sede na Líbia desde que foi criada, em 1998. 

 
 
   
Bubacar Ly chefia a delegação da Guiné-Bissau na reunião do Conselho Executivo da organização que decorre em Rabat. 

 
  
"A Guiné-Bissau tem benefícios em participar nesta organização, dado que ela diz respeito à nossa sub-região", disse à Lusa o embaixador, que está há cerca de um ano na capital marroquina. 

 
   
A reunião de Rabat destina-se essencialmente a impulsionar a reforma programática da CEN-SAD, mais de uma década após a criação desta estrutura e da sua reconhecida falta de operacionalidade numa região que enfrenta desafios e ameaças. 

 
   
A região do Sahara e do Sahel tem vindo a transformar-se em refúgio para grupos armados, alguns ligados à Al-Qaida, o que contribui para a insegurança, uma situação agravada ainda com a circulação ilícita de armas, em particular, após o derrube do governo líbio de Muammar Kadhafi, em 2011. 

 
   
"Nós subsaharianos agora estamos com medo de armas, de terroristas", afirmou o embaixador guineense, apontando "o que está a acontecer no Mali", onde grupos armados se instalaram há dois meses no norte do país.  


 

   
"Agora é que vamos ver a importância desta organização", disse, acrescentando que a CEN-SAD tem sido "muito discreta", mas "vão tentar dinamizá-la". 

 
   
Questionado sobre se o papel da organização não pode colidir com o da CEDEAO, a Comunidade Económica de Estados da África Ocidental, particularmente activa na tentativa de resolução de conflitos regionais, o embaixador guineense referiu que poderá ter "um papel complementar". 

São Tomé e Príncipe, que faz parte da CEN-SAD desde 2008, não esteve presente, até agora, na reunião de Rabat.