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20 Dezembro de 2012 | 17h13 - Actualizado em 20 Dezembro de 2012 | 17h13

RENAMO diz que vai "partir para acções concretas" após falhar diálogo com Governo

Moçambique

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Maputo - A RENAMO, oposição, disse hoje (quinta-feira)  que vai "partir para acções concretas" após o "infeliz desfecho" do diálogo com o Governo sobre a situação política em Moçambique, mas o Presidente Armando Guebuza mostrou abertura em prosseguir as conversações. 
 
   
Em declarações aos jornalistas, após regressar hoje de Gorongosa, antiga base militar da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), o porta-voz do principal partido da oposição moçambicana, Fernando Mazanga, disse que, para o principal
partido da oposição "se esgotaram as vias pacíficas de sua iniciativa para encontrar soluções negociadas". 
 
   
Segundo Fernando Mazanga, a RENAMO "coloca tudo nas mãos e sabedoria dos moçambicanos, manifestando-se, desde já, pronta para qualquer acção que os moçambicanos confiarem". 
 
   
"Lamentamos que tenhamos um Governo insensível às preocupações do povo, privilegiando questões do seu umbigo", disse Fernando Mazanga sobre o rompimento do diálogo relativo à situação política em Moçambique. 
 
   
Na terça-feira, as negociações entre o Governo moçambicano e o partido de Afonso Dhlakama terminaram novamente num impasse, mas o executivo qualificou-as de "sucesso", enquanto a oposição, que abandonou o diálogo, ameaçou boicotar as eleições e dividir Moçambique. 
 
  
Após a terceira e última ronda de diálogo, as partes não alcançaram consenso sobre as preocupações apresentadas pela força política liderada por Afonso Dhlakama, que exige o fim da alegada partidarização do Estado, alteração da lei eleitoral,
nomeadamente uma presença maioritária dos partidos com representação parlamentar na Comissão Nacional de Eleições (CNE) e menor peso da sociedade civil. 
 
   
Na segunda-feira, o Parlamento aprovou em definitivo a lei que vai regular as eleições autárquicas de 2013 e gerais (presidenciais e legislativas) de 2014, perante divergências entre as três bancadas parlamentares. 

 
   
A seguir, a RENAMO decidiu enviar todos os membros que integram a comissão negocial à antiga base militar no distrito de Gorongosa, na província de Sofala, no centro do país. 
 
   
"A conferência de Sathundjira (em Gorongosa) serviu de um lenitivo para recarregar as baterias dos quadros seniores da RENAMO e os revigorou para novos desafios em defesa dos moçambicanos", disse Fernando Mazanga. 
 
   
Falando no Parlamento sobre o Estado da Nação, o Presidente moçambicano disse que "o Governo vai continuar a assegurar que o diálogo (com a RENAMO), alicerçado nos mais altos valores prescritos na Constituição da República de Moçambique, se traduza nos anseios mais profundos de todos os moçambicanos".