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20 Novembro de 2012 | 11h41 - Actualizado em 20 Novembro de 2012 | 15h36

Daviz Simango é candidato do MDM às presidenciais de 2014

Moçambique

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Maputo - Daviz Simango, presidente do município da Beira e líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), terceira força parlamentar, anunciou que vai disputar as presidenciais de 2014, tornando-se no primeiro candidato assumido à Ponta Vermelha. 
 
   
"Pelo desenrolar dos acontecimentos, não restam dúvidas que continuarei a ser o presidente do MDM e serei o candidato à Presidência da República nas próximas eleições gerais. Que não haja dúvida", garantiu Simango, falando no fim-de-semana na
Beira, no centro de Moçambique. 
 
   
O MDM realiza o seu primeiro congresso no início de Dezembro, para desenhar as estratégias para as eleições autárquicas de 2013 e provinciais e gerais de 2014. 
 
  
"O congresso irá apenas formalizar a intenção dos militantes", assegurou Simango. 
 
   
Com 48 anos, dirigindo a segunda cidade de Moçambique, Daviz Simango tem uma vida ligada aos dois outros partidos moçambicanos, Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), no poder, e Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO),
principal força da oposição. 
 
 
O seu pai, Uria Simango, foi um dos fundadores da FRELIMO mas caiu em desgraça e foi morto quando este partido tomou o poder em 1975, em circunstâncias nunca esclarecidas, desconhecendo-se a data e o local da sua execução e o destino dado ao
corpo. 

 
Daviz Simango chegou à política pela mão da RENAMO, mas entrou em choque com o líder deste partido, Afonso Dhlakama, que recusou a sua recandidatura ao município da Beira, em 2008. 
 
 
Em resultado, Simango fundou um novo partido, MDM, arrebatou a importante cidade da Beira à RENAMO, que ficou sem autarquias, e elegeu oito deputados à Assembleia da República de Moçambique. 
 
  
Com este anúncio, o líder do MDM tornou-se no primeiro candidato assumido às presidenciais de 2014, marcadas pela sucessão do actual Presidente, Armando Guebuza, impedido constitucionalmente de concorrer a um terceiro mandato.

 
 A FRELIMO ainda não revelou quem será o seu candidato à sucessão do actual chefe de Estado, decisão que será tomada pelo comité central do partido no poder desde 1975 e dirigido pelo próprio Guebuza. 
 
   
Já a RENAMO, que tem sempre candidatado sem sucesso o seu líder, Afonso Dhlakama, ameaça impedir a realização das eleições, afirmando que os acordos de paz assinados em 1992 não estão a ser cumpridos e contestando a lei eleitoral.