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16 Fevereiro de 2012 | 18h14 - Actualizado em 16 Fevereiro de 2012 | 19h13

A "festa popular" do "Rei Momo" indiferente à crise

Cabo Verde/Carnaval

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Mapa de Cabo Verde

Cidade da Praia - A grande festa popular que é o Carnaval em Cabo Verde já movimenta as ilhas cabo-verdianas, onde, apesar das queixas da crise, os "carnavaleiros" se preparam para levar cor, brilho e ritmo às ruas. 

 
   
O mais concorrido é o que se realiza no Mindelo, ilha de São Vicente, onde os quatro grupos oficiais que desfilam na terça-feira de Carnaval estão já nos preparativos finais. 
 


O grupo "Flores do Mindelo" fala, este ano, de "Cultura da Nossa Terra", enquanto o "Cruzeiros do Norte" propõe uma viagem ao interior do corpo humano, o "Estrelas-do-Mar" aposta no mar e o "Monte Sossego" um passeio ao universo.


     
A autarquia local orçamentou um montante de cinco mil contos (cerca de 45 mil euros) para subsidiar os grupos que entram na competição, além do "Samba Tropical", extra concurso, que habitualmente desfila na segunda-feira anterior ao dia do Entrudo.  
 

   
Mas, além do subsídio, a autarquia atribui prémios que vão de 200 a 550 contos (de 1.810 a 4.990 euros) às escolas que entram na competição. Haverá ainda prémios para a melhor Rainha, Rei, Porta-Bandeira, Carro Alegórico e Melhor Música. 

 
  
 Se os grupos oficiais se preparam para brilhar e disputar os prémios monetários, aqueles que não concorrem e querem apenas "brincar ao Carnaval" não perdem tempo. 

 
   
Desde Janeiro que grupos espontâneos animam as tardes de domingo nas ruas do centro histórico do Mindelo, conhecido por produzir a maior festa de Carnaval das ilhas. O município local afirma que, só este ano, estão inscritos mais de 50 grupos de animação.  

 
   
Na Cidade da Praia, a capital, a folia começa no fim-de-semana anterior ao Carnaval e prolonga-se até quarta-feira, dia feriado em todo o país (Cinzas).

 
   
Este ano, vão desfilar três grupos "oficiais", "Vindos d'África", "Intervilla" e "Estrela Marinha", além de um grupo do bairro da Bela Vista, que se estreia no certame.  
 

   
O município praiense diminuiu significativamente o apoio financeiro aos grupos, disponibilizando apenas 2.500 contos (22.670 euros), incluindo já o montante destinado aos prémios, menos 17 porcento do que em 2011.

 
   
Mas, além dos designados "grandes grupos", a actividade carnavalesca contará com um grupo de animação, oito escolas do ensino básico integrado (EBI) e sete do pré-escolar, bem como a "grande festa da máscara" no final do desfile.  
 

   
A vila da Ribeira Brava, na ilha de São Nicolau, também se prepara para receber, como todos os anos, o Carnaval mais tradicional, ou mais "terra a terra", como referem alguns, do arquipélago. 
 

   
Fundados nos anos 1950, os dois únicos grupos da ilha de São Nicolau, conhecidos como os mais antigos ainda em actividade em todo o país, não competem entre si (até porque não há prémios), mas mantêm a rivalidade que faz com que todos os anos sejam de superação para conseguir movimentar a ilha durante o Entrudo. 

 
   
Sem verba, a câmara local vai este ano homenagear um conjunto de pessoas que se têm destacado na história do Carnaval da ilha.  

 
   
Nas ilhas do Fogo, Santo Antão, Brava, Sal e Maio, onde também não há competição oficial, está previsto o desfile de vários grupos espontâneos, constituídos maioritariamente por crianças e adolescentes, que fazem a festa e justificam a fama de o Carnaval, em Cabo Verde, ser "a festa do povo".