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10 Fevereiro de 2012 | 07h51 - Actualizado em 10 Fevereiro de 2012 | 07h51

Diretor da cadeia de São Vicente apresentado sexta-feira ao Tribunal

Cabo Verde

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Cidade da Praia - O director da Cadeia Central de São Vicente e dois guardas, detidos na quarta-feira pela Polícia Judiciária, vão ser apresentados nesta sexta-feira ao tribunal. 

 
O Diretor da Cadeia e os dois funcionários foram detidos pela Polícia Judiciária, na sequência de uma investigação ordenada pelo Ministério da Justiça sobre um alegado esquema de favorecimento a um grupo de reclusos condenados em outubro de 2009 por associação criminosa, lavagem de capitais e narcotráfico.  

 
Fonte da Polícia Judiciária garantiu à Agência cabo-verdiana de Notícias Inforpress que o "mais provável" é que o grupo seja apresentado ao poder judicial esta sexta-feira, já que a polícia tem 48 horas para apresentar os suspeitos ao tribunal para legalização da prisão. 


 
 
O diretor da Cadeia Central de São Vicente, o chefe da segurança do estabelecimento prisional e uma guarda do setor feminino encontravam-se suspensos desde meados do mês de janeiro, na sequência do inquérito. 

 
As suspeitas apontavam para um esquema de corrupção instalado na Cadeia Central de São Vicente, que inclui, "uso abusivo de telefone, acesso à internet, saídas dos reclusos para compras fora da prisão em viaturas do serviço penitenciário, entre outras benesses" e que envolve, alegadamente, o diretor, guardas prisionais e três reclusos.  

 
A imprensa cabo-verdiana afirma hoje que uma das alegadas beneficiárias deste favorecimento seria Ligia Furtado, ex-assistente de bordo condenada em 2009 por tráfico de drogas, associação criminosa e lavagem de capitais, que se encontra a cumprir pena naquele estabelecimento prisional. 

 
A reclusa, inscrita no curso de Direito da Universidade Lusófona, onde se desloca regularmente para prestar provas, beneficiaria também de regalias não contempladas nos regulamentos prisionais e à margem da lei, nomeadamente, um número superior de visitas, comparativamente a outros reclusos, bem como acesso a linha telefónica e internet.


  
 
Ligia Furtado foi condenada a 23 anos de prisão - pena, entretanto, reduzida pelo Supremo Tribunal de Justiça para 17 anos.