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17 Maio de 2011 | 11h35 - Atualizado em 17 Maio de 2011 | 11h35

Período de transição vai ser alargado a 2015

Cabo Verde

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Porto Novo, Cabo Verde - O período de transição de Cabo Verde para País de Rendimento Médio (PRM) será alargado até 2015, para garantir a "irreversibilidade" dos ganhos já conseguidos, disse na segunda-feira o ministro das Relações Exteriores, Jorge Borges, citado hoje na Inforpress.   


O alargamento do período de transição, cujo fim estava previsto para 2013, foi uma das questões discutidas no encontro entre o governo e os embaixadores e representantes das organizações internacionais acreditados em Cabo Verde, que decorreu na segunda-feira em Porto Novo, na ilha de Santo Antão.  
 
"Há que garantir a irreversibilidades desses ganhos", disse Jorge Borges, no término do encontro em Porto Novo, em que foi discutido com o corpo diplomático a necessidade de se assegurar essas conquistas.  


Citado hoje pela Inforpress, Jorge Borges lembrou que Cabo Verde foi graduado a PRM em 2007 porque atingiu "o índice de desenvolvimento humano exigido e o PIB adequado", alertando, porém, para o facto de o arquipélago continuar a ser "muito vulnerável", o que pode pôr em risco esses ganhos. 


Para Jorge Borges, Cabo Verde, apesar do desenvolvimento alcançado, continua a figurar entre os países mais vulneráveis do mundo, devido às condições climáticas e outros fatores.  


Por isso, acrescentou, há o entendimento de que é preciso "reorientar" o período de transição, alargando-o até 2015, ou seja até ao fim do projeto dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).  


O prolongamento do período de transição para 2015, que terá de ser confirmado pelos parceiros internacionais, vai permitir a Cabo Verde continuar a obter empréstimos concessionais para o vasto e ambicioso programa de desenvolvimento. 


A 10 deste mês, em declarações à Agência Lusa, a ministra das Finanças cabo-verdiana, Cristina Duarte, lembrou que a elevada dívida pública de Cabo Verde centra-se, quase exclusivamente, na parte concessional, constituindo 87 por cento do total.  


Assim que acabar o período de transição, terminam também os empréstimos concessionais e bonificados e Cabo Verde terá de "avançar" pelos seus próprios meios, tal como disse recentemente o primeiro-ministro cabo-verdiano, José Maria Neves, apelando à "criatividade" para combater os "tempos difíceis" que se avizinham face à crise financeira internacional.