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05 Março de 2011 | 10h18 - Actualizado em 05 Março de 2011 | 10h17

Situação politica-militar critica na libia marca a semana finda

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Luanda - A deterioração da situação politica-militar na Líbia e a suspensão das operações da Acnur na Côte dÍvoire foram, entre outros acontecimentos, que marcaram o panorama socio-politico do continente africanao durante a semana  finda.


Entretanto,  a deterioração da sitiação politica-militar na Líbia preocupa, sobre maneira, a comunidade internacional em geral dada as consequências sociais aque afectam os cidadãos nacionais e estrangeiros, entre os quais muitos estão retidos na fronteira com a Tunisia.


A comissária europeia de Ajuda Humanitária, Kristalina Georgieva, pediu sexta-feira às autoridades líbias que deixem entrar as organizações humanitárias no país, ao mesmo tempo em que se mostrou ainda mais preocupada pela situação dos refugiados na fronteira com Túnis.


Na Côte d'Ivoire (África do Oeste), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) anunciou sexta-feira a suspensão das operações no oeste da Côte d'Ivoire em consequência da situação de insegurança na região.


Melissa Fleming, porta-voz do Acnur, destacou que 70 mil pessoas fugiram da região oeste e que a agência planeava construir um campo para os refugiados.


Enquanto isso, nessa mesma região do continente africano, a visita de trabalhao e de amizade de 24 horas do Presidente da Guiné Conakry, Alpha Condé, a Bamaco (Mali), sexta-feira, durante a qual encontrou-se com o seu homólogo, Amadou Toumani Touré, marcou a semana finda.


Esta visita é a primeira ao Mali do Presidente Condé desde a sua chegada ao poder, há alguns meses.


Durante a semana finda, a República democrática do Congo (RDC)  foi marcado com um ataque protagonizado por um grupo munidos de catanas contra o palácio presidencial e que causou nove mortos.    


O porta-voz do governo congolês, Lambert Mende, confirmou o ataque e disse que o Presidente Joseph Kabila, escapou ileso.     

         
A RDC, um dos maiores países da África Central, tem travado guerras civis desde o finais dos anos 1990.     


Na África do Norte, a evolução da situação politica no Egipto foi também destaque durante a semana finda.Contudo, o antigo ministro dos Negócios Estrangeiros egipcio e secretário-geral cessante da Liga Árabe Amr Moussa, anunciou oficialmente a sua candidatura às eleições presidenciais neste país previstas para finais deste ano.


Em paralelo a essa noticia, o Conselho Supremo das Forças Armadas, instância que governa o país desde a queda do presidente Hosni Moubarak ,  aceitou a renúncia do Primeiro - ministro Ahmed Shafiq, que foi substituido pelo ex -ministro Esam Sharaf.


Por outro lado, O referendo constitucional proposto por uma comissão de juristas egípcios será realizado a 19 de Março de 2011, em função da situação de segurança no país.       


Burundi - África central, a semana em analise foi marcada com a homenagem dos militares do contingente burundês da Missão Africana de Manutenção da Paz na Somália (AMISOM) mortos a 23 de Fevereiro de 2011 por jovens combatentes islâmicos do grupo Al Shabaab opositores ao regime de Mogadíscio.


Foi ainda destaque durante a semana finda, as ameaças proferidas pelo  presidente zimbabweano, Robert Mugabe, de tomar o controlo das empresas estrangeiras originárias de países que impõem sanções à sua pessoas e a sua equipa e de boicotar os seus produtos.


"Nós não podemos continuar a acolher 400 empresas britânicas, nomeadamente, os grupos mineiros. É tempo de tomar as medidas (...) Nós devemos tomar o controlo", lançou, propondo de "começar por boicotar os seus produtos".


Cabo Verde (África do Oeste),  foi noticia em destaque durante a semana finda, a auscultação, quinta-feira, dos líderes dos três partidos políticos com representação parlamentar para escolha do próximo Primeiro - ministro.


O Presidente cabo-verdiano, Pedro Pires recebeu em audiência, José Maria Neves, do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Carlos Veiga, do Movimento para a Democracia (MpD), e António Monteiro, da União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID).  


Na Tunísia (África do Norte) - a situação politica foi marcada, durante a semana em referência com a renuncia de  dois ministros, nomeadamente o do Ensino Superior e Pesquisa, Ahmed Ibrahim, e do Desenvolvimento Regional e Local, Ahmed Nejib Chebbi.


Face a esta situação, o primeiro-ministro tunisino, Beji Said Essebsi, tem um complicado quebra-cabeças para resolver, cujo resultado deveria ser a formação de um novo executivo de transição que leve a Tunísia em direcção a um processo democrático.


Foi ainda destaque o adiamento da cimeira de países membros da Comunidade económica dos Estados da África Central (CEEAC) que deveria ter lugar em Ndjamena, Tchad, por uma da ulterior, por razões de ordem técnica.


" O adiamento dessa cimeira deve-se ao facto de entre os dez chefes de Estado, somente dois manifestaram o interesse de nela participar ", indicou a AFP, um responsável protocolar tchadiano sob anonimato.