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31 Agosto de 2006 | 11h35

Sector da Educação no Chipindo regista evolução em curto tempo

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Foto: Foto Angop

Luanda, 31/08 - O número de pessoas enquadradas no sistema de ensino no município do Chipindo, província da Huíla, aumentou consideravelmente de dois mil e 500 para 25 mil e 500, cerca de quatro anos após os acordos de paz.

Segundo deu a conhecer o administrador municipal, Octávio Cangonde, Chipindo conta actualmente com 16 escolas quando, até 2002, existiam três estabelecimentos de ensino na região.

Tudo isso deveu-se aos investimentos no âmbito do Programa de Melhoria e Aumento da Oferta dos Serviços Sociais Básicos às Populações, desenvolvido pelo Governo angolano.

Com vista a dar uma maior cobertura às necessidades do município, que ficou destruído quase na sua totalidade por ser um dos principais campos de batalha durante o conflito armado, as autoridades trabalham na construção de mais uma escola do I nível com seis salas de aulas.

No sentido de criar condições para os quadros locais estão a ser erguidas duas casas económicas e, através da Direcção Municipal da Assistência e Reinserção Social, vários cidadãos adquiriram meios para a construção de residências e auto-suficiência, que contribui para o renascer das esperanças de vida na região.

Para evitar que as pessoas percorram cerca de 465 quilómetros, numa viagem de aproximadamente quatro horas até ao Hospital Central do Lubango, em busca de melhores cuidados de saúde, está a ser construído o hospital municipal com capacidade para atender 30 pessoas/dia.

Na localidade apenas funcionam cinco postos médicos que servem para os primeiros socorros, prestados por sete enfermeiros aí destacados.

Sendo uma zona onde ocorreram violentos confrontos muitos dos seus habitantes, sobretudo os jovens, estiveram enquadrados como militares fazendo com que no período pós- conflito o número de ex-militares fosse elevado. Desta forma, foram reintegrados até ao momento nesta região mil 889 desmobilizados de guerra.

A agricultura é a principal actividade produtiva e, nela, o destaque recai para a forma cooperativista como os camponeses se encontram organizados, produzindo essencialmente milho, feijão, arroz e a mandioca.

Nesta região vários outros projectos que visam a melhoria das condições de vida da população estão em curso, tais como a reabilitação da rede eléctrica e implementação das redes telefónicas das operadoras Unitel e Movicel, segundo o administrador local, Octávio Cangonde.

É também preocupação da Administração Municipal de Chipindo, ainda para este ano, a extensão do sinal da Televisão Pública de Angola (TPA) para todas as comunas, assim como a recuperação do sistema de abastecimento de água, tendo em conta que a região é rica em recursos hídricos.

Com uma extensão de três mil 889 quilómetros quadrado, Chipindo começou a assistir o regresso dos seus munícipes depois da assinatura dos acordos de paz em 2002. Apesar do baixo nível vida na região, a sua população caracteriza-se pela humildade e receptividade.